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Blog - Wine Brasil

  • Tipos de rolhas de vinho e os seus porquês

    Por Elaine Gomes Sommelière

    Um assunto polêmico e por vezes pouco compreendido: os tipos de rolha e por que existem tantos?

    Nestes anos trabalhando em lojas de vinhos, me deparo com muitos clientes que discutem sobre as rolhas e às vezes até duvidam da qualidade de rótulos dependendo do tipo de rolha que se apresentam.

    A verdade é que nenhuma rolha pode trazer desvantagens ao consumidor.

    A seguir, vou falar sobre os tipos de rolhas e suas utilidades.

    Cortiça: O tipo de rolha mais conhecido, claro, pois é utilizado desde o Império Romano para vedar o vinho.

    A cortiça é a casca do sobreiro (Quercus suber L), uma matéria-prima natural, com propriedades únicas que lhe conferem um caráter inigualável. É leve, impermeável a líquidos e a gases, elástica e compressível, isolante térmico e acústico, tem uma combustão lenta e é muito resistente ao atrito. Além disso, é totalmente biodegradável, renovável e reciclável.

    Ela é retirada do tronco do Sobreiro que demora cerca de 25 anos para dar a primeira gama de rolha, porém esta primeira “safra” não é tão densa para se tornar rolha, é retirada e utilizada para outros fins, daí então nove anos depois pode ser utilizada para rolha sem danificar a árvore. As maiores áreas de floresta de sobro (montado) existem em países do Mediterrâneo Ocidental: Portugal, Espanha, Itália, França, Marrocos, Tunísia e Argélia.

    O motivo de busca de novas maneiras de tapar as garrafas primeiramente é pelo preço, por ser demorado todo o processo de obtenção da rolha, se tornou um produto caro que às vezes tem o custo maior que a própria garrafa para o produtor e outro motivo é o TCA (tricloroanisol), um fungo que ocorre na rolha e provoca aromas desagradáveis de mofo. Vinhos atacados pelo TCA são chamados popularmente de "bouchonné" (em francês), "corked" (inglês), "con corcho" (espanhol), ou simplesmente "com rolha", em Portugal. No Brasil, a expressão mais usada é a francesa: "está bouchonné" (lê-se "buxonê").

    Hoje, de 2% a 5% dos vinhos vedados com rolhas de cortiça sofrem problemas causados pelo TCA.

     
    Os tipos de rolha de cortiça
    Rolha maciça - Feita de cortiça maciça, é a de melhor qualidade.

    Rolha de aglomerado de cortiça - Feita de cortiça moída da sobra das rolhas maciças e cola. Sua elasticidade e durabilidade são menores que a de uma maciça e tem menor custo.

    Rolha de champagne - É feita em duas partes e em forma de cogumelo. A parte de cima, a cabeça do cogumelo, é feita de aglomerado bastante rígido, sem elasticidade, para que se possa segurar e sacar a rolha com as mãos ou um alicate apropriado. A parte de baixo, que fica dentro do gargalo da garrafa, é de rolha maciça e elástica, para vedar a garrafa e proteger o líquido.

     
    Vedantes alternativos
    Rolha sintética - Estas oferecem vantagens e desvantagens em relação às de cortiça. Elas são mais baratas, permitem que o vinho seja guardado em pé, podem ser coloridas e, o principal, não transmitem o TCA. Como desvantagens estão o lado estético (para os tradicionalistas) e o fato de sua durabilidade não ser comprovada. Normalmente, usa-se este tipo em fermentados de menor preço e com uma expectativa de vida de menos de cinco anos. Cerca de 20% das garrafas de vinho é vedada com rolhas sintéticas.

    Tampa de Rosca - Conhecida como "screwcap", vem sendo pesquisado para uso em vinhos na Austrália desde os anos 1960 e há tempos é usado com sucesso em vários tipos de bebida (cerveja, sucos, água mineral etc). É uma tampa metálica de rosca coberta internamente por um plástico inerte.Suas vantagens são seu baixo custo e fácil manuseio (dispensa o uso saca rolhas), com elas a garrafa pode ficar de pé, são recicláveis, livres de TCA e funcionam perfeitamente para fermentados jovens. Sua longevidade, contudo, não está comprovada para uso em produtos de guarda, embora já seja bastante aceita sua grande eficiência em vinhos brancos e de consumo jovem em geral. A rosca é adotada por novos produtores a cada ano e é a grande tendência deste mercado. Atualmente, cerca de 15% de todas as garrafas comercializadas no mundo possuem tampa de rosca.

    Hoje, os produtores dão preferência para vedar os vinhos de guarda com a rolha de cortiça por ser a melhor opção para a evolução do vinho.

    De qualquer forma, as rolhas alternativas e a tampa de rosca não interferem na qualidade dos vinhos jovens sendo opções sustentáveis e que contribuem para um vinho com preço justo.

     

  • Os estilos de vinhos tintos

    Por Elaine Gomes – Sommelière. 

    Estes vinhos são aqueles cujo processo de elaboração é mais curto, sem longos macerações com a pele e com pouco ou nenhum envelhecimento em carvalho, já que o objetivo é produzir vinhos fáceis de tomar, sem grande concentração de extratos e taninos. São vinhos feitos para o consumo ainda jovem, quando preservam suas características de fruta e frescor.

    Os aromas diretos e acessíveis destes vinhos, sobretudo de frutas vermelhas torna-os acompanhamento ideal de pratos mais cotidianos, cuja elaboração seja mais simples e não envolva um preparo complexo. São adequados para refeições descontraídas ao meio dia, nas quais se busca simplesmente matar a fome com o acompanhamento de um bom vinho, sem fazer grandes análises ou reflexões acerca do que se está tomando.

    São companheiros ideais de pratos típicos da cozinha italiana, como pizzas, massas ao molho de tomate como sugo ou bolonhesa, e tradicionais bruschetas al pomodoro. Neste caso, o contraste entre doçura e acidez do tomate desempenha um papel fundamental com este tipo de vinho.

    Podem também ser companheiros de uma série de tapas espanholas como pão com tomate, gambas al ajillo (camarões salteados inteiros com alho e azeite) ou um bom jamón serrano (presunto cru espanhol com leve sabor adocicado). Além disso, podem ser provados com peixes como robalo, ou mais gordurosos como atum e salmão. Os taninos bem suaves destes vinhos não provocam reações desagradáveis no paladar, como o gosto metálico, o que aconteceria com a maioria dos tintos.

    Normalmente, são servidos mais frescos que os demais tintos, o que reforça seu caráter frutado, além de suavizar a percepção do álcool no caso dos vinhos mais alcoólicos, como alguns jovens argentinos e chilenos.

    • Vinhos típicos deste estilo: feitos da uva Gamay, como a Beaujolais francês, feitas à base de Corvina como Valpolicella e Bardolino italianos, além dos tintos de Dolcetto e Barbera do noroeste da Itália, Chiantis mais simples e alguns Pinot Noirs do Novo Mundo. Muitos vinhos de preço mais acessível tanto na Europa como no hemisfério sul tendem a se enquadrar neste perfil.
    • Aromas comumente encontrados: Frutas vermelhas como morango, cereja, framboesa e groselha. Especialistas como anis e noz moscada.
    • Harmonização: massas com molho à base de tomates, pizzas, salame italiano, brusqueta, tapas espanholas, paella, cuscuz paulista, carne seca na moranga, queijo brie e gouda.
  • O que determina o valor do vinho?

    Por Elaine Gomes – Sommelière. 

    Quando se fala de valor do vinho, logo pensamos no preço, certo? E, se for caro então, já o relacionamos a um vinho de qualidade que podemos comprar sem medo. Mas, nem sempre é assim, existem muitos vinhos com preços interessantes que surpreendem.

    De qualquer forma, quase todo mundo questiona o porquê de alguns vinhos custarem tanto? Bom, muitas coisas estão relacionadas ao preço, uma delas são as pequenas produções e em pequenas propriedades onde tudo é minuciosamente acompanhado dia e noite pelos produtores, equipe e enólogos, desde o momento do plantio até o vinho na garrafa. Tudo manuseado de forma artesanal, algo muito parecido com a alta costura na moda. Desta forma, o preço final é ligado ao volume produzido e ao custo de todo este trabalho.

    Nas produções em alta escala têm custos baixos devido ao grande volume que produzem e o valor unitário fica bem menor. Já nos de pequenas produções, os de boutique, resultam num preço final maior já que precisa de muito mais mão de obra humana e tempo de trabalho para produção que envolve também os tratos com os vinhedos, as colheitas e todos os processos de vinificação e engarrafamento. Aliás, é um trabalho cada vez mais caro e raro no mundo.

    As grandes vinícolas já possuem vários de seus processos mecanizados. Nas mais modernas, a arquitetura é planejada para a produção em gravidade, que evita o manejo da uva e do vinho durante todo o processo e os custos elevados da mão de obra.

    A matéria prima é determinante para a qualidade do produto. Quanto melhor e mais rara, mais cara, gerando um produto de alto valor. Assim é com a uva também. Muitas vezes é a variedade de uva que é rara, aquela plantada em poucos lugares, as vezes numa única região. Sobrevive justamente por força da sua raridade e de uma personalidade única que dá aos vinhos.

    Envolvidos na produção final há ainda a compra de garrafas, rolhas, rótulos, cápsulas e embalagens. O produtor que trabalhou em excelência desde o vinhedo até o vinho, também vai se dedicar à apresentação e embalagem. Da mesma forma que a matéria prima, o material de melhor qualidade custa mais. No caso das rolhas, as mais longas e de cortiça maciça chegam a custar em torno de US$ 2.00, por uma única rolha. Caro, mas é a garantia de que o vinho pelo qual você pagou um valor alto vai evoluir tranquilamente e bem em sua adega.

    Vimos até agora o lado de produção e custos, mas também tem o lado de tornar o produto um desejo que então determinará o valor real do vinho. Precisa ser apresentado aos críticos, ser avaliado e entre todo este processo o preço aumenta ainda mais o tornando ainda mais um sonho de consumo.

    E, finalmente, para chegar em nossas mãos há também os impostos e o lado a julgar do valor de um vinho. Cada um tem um limite do quanto está disposto a pagar por uma garrafa de vinho. Mas, com certeza, todos têm em comum o lado de desejar provar, ao menos uma vez, o que faz destes vinhos um sonho de consumo.

    Aproveite muito mais seus vinhos acompanhando nossas dicas!

  • Como identificar os aromas no vinho

    Por: Elaine Gomes – Sommelière

    Sentir o aroma de um vinho é uma experiência íntima com sua memória olfativa e o vinho.  Cada um tem a sua e bem diferente uma da outra, por isso, não se intimide quando alguém identificar um aroma e você sentir outro no mesmo vinho, é tudo questão de treino.

    Uma dica legal é quando for ao supermercado pegar as frutas, folhas, temperos e sentir seus cheiros e quando for ao parque prestar atenção nos cheiros da terra, árvores, flores. Isso além de te fazer acostumar com os aromas, trará um bom momento de relaxamento.

    Os aromas vêm das características da própria uva (aromas primários) que podem lembrar frutas frescas e maduras, flores, vegetais e minerais, da fermentação e vinificação (aromas secundários) que são aromas de madeira, leveduras e dos aromas que se formam depois do vinho engarrafado, armazenado e/ou envelhecido(aromas terciários) que lembram tabaco, avelãs, baunilha couro, tudo depende do tipo de vinho e da uva.

    Abaixo alguns exemplos de aromas geralmente encontrados em uvas específicas:

    Em vinhos brancos:

    Chardonnay – sem madeira é mais mineral, frutos brancos como pera,  melão branco, cítrico e frutas tropicais como o abacaxi, mamão, goiaba e banana. Depois de estágio em barrica, doce de pêssego, manteiga, torrada, brioche, avelã e evoluído perfumes de acácia.

    Sauvignon blanc – frutas frescas, cítricas, pêssego, manjericão, tomilho, pimentão verde, eucalipto, hortelã, maracujá, pedra de isqueiro (fumé) e xixi de gato no Loire.  Toques agradáveis herbáceos e vegetais (grama), dependendo do vinicultor.

    Em vinhos tintos:

    Cabernet Sauvignon – frutas vermelhas e especiarias como baunilha, alcaçuz; pimentão em conversa. Evoluído passa para as trufas negras, frutas vermelhas em compota, café, chocolate geléia e tabaco.

    Merlot – frutas vermelhas escuras (amoras e ameixas pretas), chocolate se passar por madeira.

    O envelhecimento em barricas de carvalho também agregam aromas ao vinho. São eles:

    Barrica Européia (francesa) – coco, nozes, cravo, pimenta preta.

    Barrica Americana – baunilha, noz-moscada, castanha, coco, cedro, frutas secas.

    Aproveite mais seus vinhos acompanhando as nossas dicas.

  • Pinot Noir com Queijos

    Por  David Alves

    Pinot Noir, a uva tinta que ficou famosa por seus grandes vinhos na região da Borgonha como Romanée-Conti e tantos outros grands crus. Os vinhos elaborados com essa uva são sempre elegantes, com aromas maravilhosos e sutis, são vinhos de corpo leve e com uma acidez marcante variando da região de onde é produzido. Um princípio de harmonização é buscar queijos leves para vinhos leves e queijos fortes para vinhos encorpados. No caso da Pinot Noir, precisamos buscar queijos de sabores leves e elegantes sem deixar de ter grande personalidade assim como a Pinot Noir.

    O queijo considerado perfeito para harmonizar PinotNoir é o também famoso Queijo Brie. O Queijo Brie é um dos mais conhecidos queijos da França e já foi eleito o Rei dos Queijos com o seu melhor exemplar “Brie de Meaux”. Os queijos de casca branca são cremosos e de sabor leve e amanteigado. O mofo branco que é encontrado no Queijo Brie é o chamado Penicillium Candidum Promove. A maturação do queijo é de fora para dentro, que faz com que ele seja macio e pastoso. Outro queijo que é perfeito para harmonizar com a PinotNoir é o Cammenbert que também é de casca branca, mas diferente do Brie o Camenbert ele é feito em formas menores, fazendo com que seu sabor fique mais acentuado.

    Não gosta de queijos de casca branca? Experimente aquecê-lo, passar geleia de framboesa, amora ou a sua preferida.  Outra sugestão é aquecer com mel e polvilhar com amêndoas laminadas.  Fica sensacional!

    Queijos em geral harmonizam melhor com vinhos brancos. A Pinot Noir é uma grande exceção para quem não abre mão de vinho tinto para harmonizar com queijos. Caso não queira os queijos de mofo branco, escolha queijos mais leves e nunca os queijos duros. Uma grande dica para vinhos com pinotnoir do novos mundo são os Pinot noir do Oregon e de regiões do Chile como Valle de Leyda como Grey Pinot Noir dentre outros.

  • Velho Mundo ou Novo Mundo: Como Escolher?

    Se na hora de realizar sua seleção de vinhos surgem dúvidas como: Qual o melhor país produtor? França, Chile, Argentina, Itália, ou…? Não se preocupe, porque preparei algumas explicações interessantes para te ajudar.

    Primeiramente vamos falar sobre a diferenças entre o que chamamos de Velho Mundo e Novo Mundo.

    Estes termos designam regiões produtores que, basicamente, possuem “ou não” tradição vinícola. Portanto entenda-se como Velho Mundo: França, Itália, Portugal, Espanha e alguns outros países europeus que possuem uma história de séculos em relação ao vinho e, sua cultura se mistura a ele, sendo de fundamental importância econômica para muitos. Encontramos vinhedos centenários, técnicas de viticultura passadas de pais para filhos, geração após geração de um negócio, ou melhor, de uma paixão que se torna parte genética de cada novo “ser” destes clãs.

    As regras criadas para proteger e legitimar a produção vinícola na Europa, tais como: as AOC1 na França, as DOCG2, DOC3 e IGT4 na Itália, para citar as mais conhecidas, ditaram padrões que devem ser seguidos por todos os produtores que possuem vinhos com estas certificações. Eles são cobrados quanto a rendimento por hectare, uvas permitidas, substâncias químicas utilizadas ou não, padrões de processos...Por isso, alguns vinicultores buscando mais liberdade de produção, acharam uma alternativa nas chamadas terras do Novo Mundo, que cada dia mais ganham fama por seus vinhos.

    1.Apellation de Origine Controllè
    2.Denomination De Origine Controllata e Garantita
    3.Denomination De Origine Controllata
    4.Indicazione Geografica Tipica

    Alguns países do Novo Mundo, como: Argentina, Chile, Estados Unidos, Brasil, possuem um interesse recente pelo vinho e pela vinicultura. Os profissionais que hoje comandam a produção nestes países, estudaram muito e grande parte se aperfeiçoou na Europa, aprendendo e praticando a melhor forma de manejo das Vitis Viníferas. A vontade de ousar e produzir vinhos que fujam de um determinado contexto, também ajudou a elevar a qualidade dos vinhos aí produzidos, contando com a associação de grandes nomes – Cheval Blanc, Mumm, Baron Philippe de Rothschild – a produtores locais e desenvolvendo um intercambio de conhecimentos.

    Já devidamente conceituados, voltemos à hora da escolha. Se você iniciou agora no apaixonante mundo dos vinhos, prefira os originários do Novo Mundo que são, em sua maioria, mais fáceis, frutados, de bom equilíbrio, possíveis de serem entendidos mais tranquilamente. Outra vantagem é o preço, que realmente é imbatível, pois dificilmente você encontrará um vinho europeu com a mesma relação preço x qualidade. Note, com o passar do tempo, o paladar evolui e se torna mais preparado para outras experiências. A partir daí começa a busca por estilos diferentes, o que acontece naturalmente.

    Todo vinho tem seu momento e, como aqui tratamos de gosto pessoal, é impossível dizer que um ou outro estilo é o melhor, pois o “bom” vinho é aquele que te dá prazer e ponto final.

    Texto da Sommeliere Marcia Gombos

    Aproveite nossas dicas e escolha o vinho que mais te agrada, seja do velho ou do novo mundo!

    www.winebrasil.com.br

  • Os melhores vinhos para a Páscoa

    A Páscoa está chegando e, como tradição, o chocolate, bacalhau e outros peixes sempre estão presentes à mesa. No entanto, nada mais especial para momentos em família do que um bom vinho. Para não errar na escolha, convidamos o Sommelier Douglas Marco para sugerir alguns vinhos para o almoço de Páscoa:

    O Bacalhau é um prato muito delicado, por isso os vinhos brancos sempre caem bem, pois são encorpados e possuem boa acidez, porém, se preferir um vinho tinto alguns cuidados precisam ser tomados para não prejudicar a degustação. Caso o seu prato de bacalhau contenha muitos temperos e condimentos fortes, como ervas e pimentões, dê preferência para os vinhos tintos fabricados a partir de uvas Pinot Noir, sendo um vinho que apresenta uma quantidade menor de taninos e, assim, acentuará melhor os sabores presentes. Aqui vai a dica dos vinhos para bacalhau:

    Para outros tipos de peixes, a preocupação com a adequação ainda deve ser mantida, devido a grande diversidade destes animais com escamas, o tipo de vinho influenciará totalmente em sua refeição, então uma escolha errada pode acarretar um conflito gastronômico grave!
    Mas este não é um momento para preocupações, pois vamos listar todos os tipos de vinhos para Páscoa:

    Além dos vinhos para a páscoa, outro convidado que não pode faltar nesta lista são os ovos de chocolate, que além de fazer a alegria da garotada, também arrancam sorrisos dos adultos. Para complementar ainda mais esse delicioso encontro, vamos abrir uma bela garrafa de vinho, o que acha? Se a sua dúvida é qual bebida é a mais indicada, recomendamos os vinhos do porto, que são mais fortificados e fazem uma bela parceria com os irresistíveis chocolates, confira:

    Deixe  sua mesa  completa, com boas opções de vinhos para a Páscoa!
    E Aproveite nossas próximas dicas!
    Até lá!

  • Association de Vignerons de la Côte Vaudoise - Produtores Suíços

    Exportação Suíça Brasil

    Com a Notícia que o Brasil é o primeiro país na América Latina a receber vinho suíço, a Wine Brasil não poderia ficar de fora, então preparamos um pequeno resumo sobre as principais uvas e sobre alguns produtores que despertaram o interesse na importação para América Latina e que os vinhos já são comercializados aqui no Brasil.

    Uvas

    Primeiramente vamos falar sobre as principais uvas cultivadas na Suíça para podermos ter uma ideia mais específica sobre o cultivo de cada produtor em suas propriedades.

    Chasselas

    Chasselas é uma variedade de uva branca, do gênero vitis-vinifera, que produz atualmente um dos melhores vinhos da Suíça, onde é a variedade branca mais plantada o que a torna a principal uva da Suíça.

    uva-chasselas Chasselas

    O Cantão do Vaud é onde se concentra a maior produção, com 3.000 hectares plantados.

    A origem da Chasselas sempre foi muito discutida, mas recentemente se comprovou, através de testes de DNA, que essa uva é nativa da região suíça do lago de Leman, também conhecido como Lago de Genebra, dentro do Cantão de Genebra e do Cantão do Vaud. De onde também vem a origem do nome Fendant que é o chasselas plantado no Valais.

    A variedade Chasselas gera vinhos brancos finos, elegantes, discretos, essencialmente refrescantes e com teor de álcool baixo. Umas das riquezas da Chasselas está nas características que ela transmite aos vinhos do seu terroir. Aliás a Chasselas é uma das uvas que mais expressa as peculiaridades de cada terroir onde é plantada.

    Na Suíça são encontrados diversos clones de Chasselas e cada um representa o terroir onde é cultivado.


    Gamaret

    A Gamaret é uma uva tinta criada por um cruzamento entre Gamay e Reichensteiner. Essa variedade foi criada na Suíça em 1970 pelo laboratório de pesquisa de agricultura de Pully, Vaud, e foi oficializada em 1990. Tem um vigor médio, com boa resistência à deterioração.

    Gamaret Gamaret

    Gamay

    Gamay é uma uva para vinhos tintos que nasceu na França, na região da Bourgogne. O Gamay suíço é particularmente floral, com sabor típico e particular da região Mon-sur-Rolle. Os vinhos são saborosos e leves, os aromas de cereja preta madura e de vegetação rasteira dominam seu bouquet. A cor dos vinhos geralmente é vermelho rubi claro, levemente alaranjado.

    Gamay Gamay

    Produtores e seus Vinhos

    Domaine A Villars - Philibert Frick

    O Domaine A Villars, do nome Villars, é historicamente ligado a vinícola pelos traços da estrada Romana que ainda existe dentro da propriedade. A casa foi construída no século XV e preserva até hoje a artiquitetura original. A Família Frick a adquiriu em 1950 e desde então eles cultivam 10 hectares de Chasselas com grande excelência, chamados de PURA ME MOVENT, que em latim significa “as forças que nos fazem seguir em frente”.

    chasselas-la-cote-de-bougy-villars Vinho Branco La Côte de Bougy-Villars 2015

    Château de Crans - Gilles Pilloud

    O Château de Crans esta localizado numa pequena vila chamada Crans-prés-Celigny, entre Genebra e Lausanne, na costa do lago Leman. Ele foi construído em 1765 e desde então pertence a mesma família. Do Château se tem vista sobre as vinhas, localizadas ao longo do lago Leman, em frente aos Alpes franceses, como o Mont Blanc. O Château possui uma elegante arquitetura ao estilo Louis XV, com jardins clássicos, e é tombado como patrimônio histórico da costa de Cantão do Vaud.

    O Vinho Tinto Galisse é uma combinação de três uvas cultivadas no Chateau de Crans, a Merlot, a Gamaret e a Garanoir (a Garanoir é irmã da Gamaret, ambas uvas originárias de cruzamentos criados na Suíça). Este vinho é refinado e elegante, a assinatura do Chateau de Grans . O vinho tem aroma de frutas vermelhas. É jovem, com uma acidez bem presente. Os taninos são rústicos, agudos e bem volumosos. O amadurecimento em barricas de carvalho lhe dá um leve toque de madeira com notas de cacau .

    galisse Vinho Tinto Galisse

    O Château de Crans também produz um ótimo vinho branco da uva Chasselas o elegante Chasselas de La Côte AOC Nyon.

    chasselas-de-la-cote-nyon-aoc Vinho Branco Chasselas de La Côte Nyon AOC

    Château de Mont - Propriété Naef

    O Château de Mont foi residência de vários barões suíços. No século XV pertenceu ao Duque de Savoia da França. A família Naef adquiriu o Château e suas vinhas centenárias em 1911, dando continuidade a arte da vinificação de vinhos de alta qualidade com seus Chasselas Grand Cru.

    O Gamaret do Chateau de Mont foi envelhecido 12 meses em barris de carvalho. É bem estruturado, com bouquet discreto e notas de caramelo. Na boca é denso e intenso.

    Vinho Tinto Gamaret Mont Sur Rolle Grand Cru Vinho Tinto Gamaret Mont Sur Rolle Grand Cru

    O Chasselas Mont Sur Rolle Grand Cru possui uma cor amarelo intensa com um aroma rico de Banana Madura e paladar suave e cremoso com uma bela acidez bem presente.

    Vinho Branco Chasselas Mont Sur Rolle Grand Cru Vinho Branco Chasselas Mont Sur Rolle Grand Cru

    Cave de La Crausaz - Bettems Frères SA

    A família Bettems está presente na região de Féchy desde o início do século XVII, sendo uma das famílias mais antigas da vila, com 12 gerações. Desde 1927 cinco gerações de Bettems perpetuam a viticultura e os costumes de seus ancestrais. Hoje a vinícols é gerida por Alain Bettems, sua filha Laurie e o filho Valentin, que estão se preparando para dar continuidade aos costumes da viticultura da família.

    O Chasselas de La Côte AOC Féchy é um vinho branco elegante com aroma com notas de árvores frutíferas, de maça verde e folha verde e paladar de laranja com a um amargo agradável e leve.

    Vinho Branco Chasselas de La Côte AOC Féchy Vinho Branco Chasselas de La Côte AOC Féchy

    Domaine de la Maison Blanche - Yves de Mestral

    A família De Mestral tem origem na região do Savoy, na França, mencionados pela primeira vez em 1258. Nesse época, na região Mont- Sur- Rolle, onde está a Casa Branca, Maison Blanche, a propriedade, pertencente ao duque de Savoy, era utilizada como fortaleza. Em 1528 a Maison Blanche foi construída por Jean De Mestral,  que era chefe de exército de serviços sob o comando do rei francês François I. Desde então a Maison Blanche e a vinícola passaram por gerações centenárias, mais nunca deixou de pertencer a família de Mestral até hoje.

    Gamay Mont Sur Rolle é um vinho tinto com aroma intenso que exala a fragrância de alcatrão e de floresta, seu paladar é suave com uma acidez natural podendo sentir fruto seco na boca no final do paladar, com bina muito bem com peixes grelhados e com molhos elaborados, carne vermelha e de aves.

    Gamay Mont Sur Rolle Mason Blanche Vinho Tinto Gamay Mont Sur Rolle Mason Blanche

    Chasselas Mont Sur Rolle Grand Cru é um vinho brranco seco de vinificação tradicional com segunda fermentação maloláctica, exala aromas de frutas e flores brancas, paladar suave e final longo e licoroso.

    Chasselas Mont Sur Rolle Grand Cru Maison Blanche Vinho Branco Chasselas Mont Sur Rolle Grand Cru Maison Blanche

    Blanc de Blancs Mont Sur Rolle Grand Cru Maison Blanche é um espumante de vinificação pelo método tradicional que exala aromas de frutas cristalizadas, citrus e geléia de laranja, ótimo como aperitivo, salmão defumado e frutos do mar.

    Espumante Blanc de Blancs Mont Sur Rolle Grand Cru Maison Blanche Espumante Blanc de Blancs Mont Sur Rolle Grand Cru Maison Blanche

    Les Souches de Bamajo - Bastien Suardet

    A família Suardet cultivava uvas na região de Féchy desde o século XVIII. Em 1921 a família começou a produzir vinhos em plantações onde já era praticada a filosofia da Biodinâmica, criada pelo austríaco Rudolf Steiner, até hoje é praticada por Bastien Suardet. O conhecimento de viticultura tem sido passado de geração a geração, sendo os pioneiros do cultivo biodinâmico na área de Féchy.

    Les Souches de Bamajo - Bastien Suardet

    Chasselas Féchy Grand Cru é um vinho com paladar de frutas brancas bem equilibrado e estruturado.

    Chasselas Féchy Grand Cru Bastien Suardet Chasselas Féchy Grand Cru Bastien Suardet

    A equipe da Wine Brasil espera que tenham gostado da matéria.

    Agradecimentos à Jefferson Mayetta.

  • Novidades da Suíça

    Brasil é o primeiro país na América Latina a receber vinho branco suíço.

    chasselas-suica Vinicola Chateau de Crans, na Suíça, cuja produção de vinho branco é feita a partir da uva Chasselas

    O Brasil será o primeiro país da América Latina a importar o vinho branco suíço, feito a partir da uva Chasselas, exclusivo do país europeu.

    A Suíça tem produção pequena e consumo alto. Por isso, o vinho é pouco exportado. Para efeito de comparação, o país tem 15 mil hectares de vinícolas, ante mais de 1 milhão da Espanha e 800 mil da França. Metade da área do cultivo é voltada para o vinho branco Chasselas.

    Antes do Brasil, alguns poucos exemplares foram distribuídos para Londres, Nova York e Tóquio, onde são comercializados em restaurantes especializados.

    Será o mesmo destino inicial dos produtos enviados para cá. Eles serão degustados primeiro no Rio, na Casa Suíça, na Olimpíada. Depois, em eventos em São Paulo.

    "Não procuramos mercados de massa, até porque a exportação não é suficiente", diz a brasileira Luciana Mota, da Associação de Viticultores da Costa do Lago Leman.

    O vinho Chasselas é mais suave. De acordo com Daniella Romano, que organiza a apresentação no Brasil, ele tem potencial para atrair apreciadores no verão.

    Veja a matéria completa na  Folha de São Paulo

    Fonte de publicação:

    ITALO NOGUEIRA

    Folha de São Paulo

  • Produtor Luigi Bosca

    O vinho na Argentina

    Imagens da cultura da Argentina

    O vinho na argentina faz parte de nossa cultura nacional. Localizada ao sul das Américas, com uma população de 42 milhões de habitantes e uma área quatro vezes maior que a da França, Argentina é uma das reservas ecológicas do mundo.

    Possuindo uma notável paisagem natural, em seu território encontramos montanhas planícies, vegetação exuberante com aridez absoluta, florestas estepe e geleiras com cataratas.

    Ao longo de cinco séculos a Argentina desenvolveu uma viticultura muito original. A altitude, o clima continental, a extensão e diversidade de terroirs, a baixa fertilidade do solo, o tempo seco, a pureza da água do degelo e do legado cultural do vinho tornam seus vinhos originários com identidade do local e de qualidade.

    Família Arizu - Quatro gerações dedicado ao vinho

    A família Arizu tem um forte legado europeu que remonta ao século XVIII, na pequena aldeia de Unzue no País Basco.

    Emigração da Família Arizu

    Em 1890, Leoncio Arizu chegou à Argentina em busca de novas oportunidades, e em 1901 fundou a Vinícola na província de Mendoza. Em seguida, ele e os Boscas, outra família antiga e próspera que havia emigrado da região de Piamonte, na Itália, decidiram unir esforços e fundaram o que hoje é Bodega Luigi Bosca – Família Arizu.

    Luigi Bosca

    Por muitos anos, quatro gerações de viticultores têm trabalhado, com paixão e devoção absoluta, na viticultura a fim de entender e aprimorara o plantio da vinha.

    Os principais pilares em que Luigi Bosca consolidou suas credenciais são um prestígio baseado na experiência adquirida e transferida ao longo dos anos, a qualidade sustentável e homogênea de seus vinhos, e a busca perpétua da excelência através da inovação e da tecnologia avançada.

    Hoje, a Vinícola é uma empresa líder no segmento dos grandes vinhos do mercado doméstico Argentino, e também alcançou uma posição sólida e valorizada nos mercados globais.

    Seus vinhos estão presentes nos sítios gastronômicos mais emblemáticos do mundo, e são servidos nas mais prestigiadas companhias aéreas internacionais.

     Vinícola

    Localizada em Luján de Cuyo, o desenho arquitetônico da Vinícola é clássico, e o edifício foi construído sobre um antigo moinho originalmente localizado nesse lugar.

    Edifício Luigi Bosca

    Fazendas Luigi Bosca

    A Vinícola tem sempre trabalhado com a filosofia de procurar o melhor terroir para cada cepa. O terroir é um espaço limitado, onde as condições físicas e químicas do solo, a localização geográfica, e o clima, produzem produtos específicos e diferenciados. Além disso, o terroir é influenciado por condições tais como a altitude, a orientação das plantas, as encostas, a distribuição das chuvas, as horas de luz solar, etc.

    Com a intenção de se aproximar do Terroir, com o maior cuidado, Bodega Luigi Bosca adotou algumas das normas mais benéficas inerentes para o sistema de plantação biodinâmica, baseado em uma filosofia de trabalho que busca impulsionar a planta para torná-la apta para a autodefesa.

    A promoção da biodiversidade é uma das chaves biodinâmicas aplicadas pela Bodega Luigi Bosca: a vinha nunca esteve em isolamento. Devemos fazê-la sentir-se parte de um sistema global e fazê-la viver com, e ser reforçada por outras espécies. A empresa tem sete propriedades vinícolas situadas em zonas privilegiadas de Mendoza: Lujan de Cuyo , Maipú e Valle de Uco, diferentes variedades de videiras cultivadas nessas áreas foram trazidas da Europa no final do século XIX; assim, resumindo, as vinhas atuais são o resultado de uma seleção das melhores vinhas velhas da família.

    Mapa das vinhas Luigi Bosca

     Alguns de seus Vinhos

    Finca La Linda Malbec

    Finca La Linda Malbec

     

    Finca La Linda Rosé

     

    Finca La Linda Torrontés

     

    Finca La Linda Smart Blend

     

    Luigi Bosca Riesling Las Compuertas

     

    Luigi Bosca De Sangre

     

    Luigi Bosca Icono

     

    Publicado por: Marcelo Paoli

    Fontes: Site do Produtor Luigi Bosca

  • Conversando sobre vinhos!

    Connoisseur

    Quando nos reunimos com os amigos para degustar os vinhos preferidos, não pode faltar assunto para discutir, aprenda algumas curiosidades interessantes para impressionar em sua confraria.

    A maior produção de vinhos é na Itália

    Sim, a França também tem uma grande produção, mas nos últimos anos a Itália assume o posto de primeiro lugar, o fato dos Estados Unidos (os maiores consumidores) preferirem os italianos também contribuem para este ranking.

    Outra informação interessante é que na Itália possui mais de 390 variedades de uvas plantadas, cerca de 50 são utilizadas para a produção de vinhos.

    Medo de Vinho

    Embora raro, existe um transtorno psicológico chamado “oenophobia” caracterizado como “medo de vinho, ansiedade relacionada ao vinho”

    Amadurecer e envelhecer

    Tecnicamente os vinhos amadurecem em barris de carvalho e envelhecem quando já estão na garrafa.

    Sem manchar os dentes

    Antes de degustar vinhos tintos faça uma pequena mistura de açúcar e água e passe nos dentes, vai evitar que manche seus dentes.

    Enólogo, sommelier e enófilo, quais as diferenças?

    O profissional que trabalha diretamente na indústria dos vinhos, coordenando e supervisionando uma produção é o enólogo. Quem atende os clientes em um restaurante ou adega, auxiliando na escolha e harmonização do melhor vinho, é o sommelier. E o apreciador apaixonado por vinhos é o enófilo.

    Mulheres do Vinho

    Estudos indicam que as mulheres tendem a serem melhores técnicas em degustação, já que possuem olfato mais apurado, principalmente na idade fértil.

    Na Roma Antiga, as mulheres eram proibidas de tomarem vinhos, caso o marido encontrasse a esposa bebendo, ele tinha o direito de matá-la. Sorte que os tempos mudaram...

    Por Elaine Gomes – Sommelière Wine Brasil

  • Tinto ou Branco para acompanhar o bacalhau?

    BACALHAU

    No final deste mês comemoramos a páscoa e na sexta-feira santa é comum desfrutarmos o delicioso bacalhau harmonizado com um belo vinho, mas qual escolher? Branco ou tinto?

    Esta dúvida é muito comum, já que o bacalhau tem uma estrutura bem firme, é suculento, tem sabor marcante, além de na maioria das vezes ser preparado com muito capricho nos temperos, acompanhamentos e azeite.

    Em Portugal eles apostam nos tintos com boa estrutura, que dá mais corpo ao caldo, mas precisa ter taninos mais leves e boa acidez para cortar a gordura do azeite, sempre presente nas receitas.

    Mas também há os que preferem brancos mais encorpados, com passagem em barricas de carvalho, mais maduros, com boa untuosidade que harmoniza com o forte sabor do bacalhau, se preparado da maneira mais simples e tradicional combina muito bem e um não passa em cima do outro.

    E agora? A dúvida continua...

    A resposta é simples, combina com ambos, há brancos e tintos que escoltam bem as receitas da bacalhoada, é um prato que já faz parte do cardápio do brasileiro: a semana santa é só mais uma deliciosa oportunidade de saboreá-lo.
    Algumas possíveis combinações:

    Bacalhau ao forno com brancos amadeirados e tintos equilibrados
    Bacalhau a Bráz, vinhos brancos verdes com madeira
    Bolinho de bacalhau na entrada com um belo espumante

    Abaixo uma seleção de vinhos portugueses e de outros países para ajudar na sua escolha:

    Espumantes

    Cava Claverol Brut Reserva - Espanha – R$ 95,00
    Cava Don Román Brut – Espanha - R$ 69,50
    Cosecha Especial Norton – Argentina – De: R$ 90,00 Por: R$ 72,00

    Brancos

    Condes de Barcelos Branco 2014 - R$ 59,50
    Paulo Laureano Premium Branco 2013 – R$ 100,32
    Dueto de Monção e Melgaço Albariño 2013 - Portugal– R$ 65,30
    Vinho Branco Aspias – Portugal- R$ 49,00

    Tintos

    Serras do Azeitão Seleção do Enólogo - Portugal - R$ 46,00
    Fantini Montepucciano D’Abruzzo – Itália – R$ 71,30
    Vinho Tinto Jardim da Estrela - Portugal - R$66,00
    Vinho Tinto Lilás Douro – Portugal - R$ 66,00

    Por Elaine Gomes – Sommelière da Wine Brasil
    Compre seus vinhos conosco por e-mail: elainegomes@winebrasil.com.br ou pelo site www.winebrasil.com.br

  • História do Conhaque

    conhaque

    A destilação do vinho que deu origem ao conhaque ou cognac, como preferir, esse processo é originário da região do Charente no sul da França no século XVII na vila Conhaque. Ainda sem nome, entre os anos de 1718 e 1736, foram exportados do porto de La Rochelle para todos os continentes do mundo 493.000 barris do vinho, porém só no ano de 1783 foi que o nome conhaque começou a ser usado para esse tipo de destilação secundária do suco de uva, descoberto por Chevallier de la Croix-Marrons.

    Devido as características da uva e o tipo do solo em que a parreira era plantada, o vinho produzido na região de conhaque não aguentava ser transportado por longo período, transformando-se em vinagre, então, de certa forma, os agricultores começaram a envelhecer o vinho para que tivesse mais resistência. Devido também ao fato da queda do comércio do vinho por um período de 60 anos, os agricultores para não perderem toda produção armazenavam toda a safra em barris de carvalho aguardando o dia de melhor venda.

    O conhaque é produzido de uvas verdes selecionadas e, especialmente, as Colombard, Folle Blanche e Pinot Blanch, que são colhidas antes que estejam amadurecidas.

    A região Charente divide-se em seis distritos: Grande Champagne, Petite Champagne, Les Borderies, Fins Bois, Bon Bois e Bois Ordinaires, o melhor conhaque, o Grand Fin Champagne é produzido na região Grande Champagne. Atualmente, existem nesta região 242 empresas produtoras de conhaque.

    Para que o conhaque tenha uma boa qualidade, é importante que o tipo de solo calcário, em que a parreira é plantada, receba uma quantidade de sol intenso durante todo o processo de crescimento da uva.

    O mosto da uva é destilado em alambique duas vezes. Na primeira destilação, que é feita em novembro, ela atinge 30% de volume alcoólico e na segunda destilação atinge 70% de volume alcoólico – A cada 9 litros de vinho branco corresponde a 1 litro de conhaque cru - Em seguida, o conhaque é colocado para amadurecer em barris de 350 litros, feitos de madeira de carvalho retirada da floresta Limousin e Troncais, durante esse período, ele adquire o ácido tânino, sua cor chega à uma tonalidade dourada e o seu aroma é formado.

    Durante o amadurecimento que leva, no mínimo três anos, (e que de acordo com a melhoria da qualidade pode variar até 50 anos), é adicionado algumas vezes água destilada para que o conhaque atinja 38% de volume alcoólico.

    Os conhaques envelhecidos podem chegar aos 50 anos de idade onde atinge 40% de volume alcoólico natural, chegando a sua melhor qualidade.

    Ele é engarrafado pouco tempo antes de ser levado ao comércio e, após o engarrafamento, não amadurece mais.

    Como servir o Conhaque:
    Ele é bebido após o jantar e deve ser servido em uma taça com pé em forma de balão ou tulipa, com uma quantidade de 2 cl., a uma temperatura entre 16 e 18 Cº.

    copo-de-cognac

    Para aumentar a intensidade do bouquet exalado pelo conhaque, o copo de conhaque em forma de balão é colocado sobre uma pequena labareda de fogo e aquecido por alguns segundos. Porém existem pessoas que preferem tomá-lo à temperatura ambiente.

    Marcas mais conhecidas de vinhos destilados:
    Conhaque Martell, Remy Martin, Hennessy, Camus, Courvoisier, Hine, Delamain, Baron Otard, Salignac, Hardy, Monnet, Prince de Polignac.

    Armagnac Usa o processo de destilação contínua sem repasse. Kressman, Cles des Ducs, Goudoulin, Sempe, Janneau, Samalens, Brillat Savarin, Chateau de Maillac.
    Brandy Stock, 84, Vecchia Romagna, Carlos I, osborne, Veterano, Sandeman Capa-Negra, Metaxa.

    Agradecimentos:

    Wagner Rein de Campos

  • Vinícola Anakena

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    História

    No final de 1990, Felipe Ibáñez e Jorge Gutiérrez, amigos de infância, fundaram a vinícola Anakena no Alto Cachapoal, no pé da Cordilheira dos Andes, com o objetivo de elaborar elegantes, inovadores, e distintamente vinhos do novo mundo que refletiam sua origem e potencial do Chile como um produtor de classe mundial de vinhos finos.

    Convencidos de que a alta qualidade era sinônimo de distinção, visitaram regiões vinícolas mais famosas do mundo para aprender as últimas técnicas de viticultura e enologia e trazer para o Chile, juntamente com tecnologia de ponta para a elaboração de vinhos finos. Em 1999, plantaram sua primeira vinha em Alto Cachapoal e construíram a vinícola Anakena.

    Hoje, a Vinícola Anakena possui 145 hectares no Alto Cachapoal, 125 hectares em Leyda, 44 hectares no Vale do Cachapoal mais próximo da costa e 44 hectares plantados em Peumo. Hoje os  vinhos Anakena são consumidos em mais de 50 países ao redor do mundo e são constantemente reconhecidos pelos críticos de vinhos internacionais mais exigentes.

    Filosofia

    Na vinícola Anakena, a qualidade dos vinhos é mais do que um objetivo, é um valor fundamental. O trabalho é orientado pela busca da excelência e alcançar a maior qualidade possível. O estilo único na elaboração de vinhos finos permite oferecer especial distinção para satisfazer os consumidores mais exigentes. Os vinhos refletem as origens nos próprios vinhedos, localizados nos melhores terroirs do Chile, bem como a experiência e visão da equipa de viticultura e enologia.

    Veja alguns vinhos de seu portfólio clicando aqui !

    Postado por: André Piccioli (Sommelier)

  • Hunter’s Pinot Noir Na Wine Spectator

    Na edição de outubro dessa publicação, o Hunter’s Pinot Noir 2013, produzido em Marlborough, Nova Zelândia, recebeu 90 pontos. Trata-se de um Pinot Noir muito típico, com frutado vibrante e puro, taninos muito elegantes, e com o frescor típico do país. Esse vinho está entre os favoritos dos nossos clientes em todo o Brasil, pelo alto padrão de qualidade mantido no decorrer dos 16 anos em que faz parte do portfólio da Wine Brasil.

    A Hunter’s Wines pertence a Jane Hunter OBE, a mais premiada mulher da indústria do vinho da Nova Zelândia, por ter atraído atenção internacional para a região de Marlborough. Essa vinícola familiar comprova que a região de Marlborough é capaz de excelência em estilos que vão além de Sauvignon Blanc. Produz ótimos espumantes elaborados pelo método tradicional, um Riesling complexo e um Chardonnay sutil, além do multifacetado Sauvignon Blanc (outro best-seller) e do Pinot Noir.

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    Agradecimentos:

    Rodrigo Fonseca & Orlando Rodrigues

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