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Blog - Wine Brasil

  • Saiba como conservar vinho para manter a qualidade

    Em algum momento da vida, todo mundo vai ganhar um vinho valioso que precisa ser guardado com todo carinho. Porém, é comum a maioria das pessoas não saberem quais os principais cuidados.

    Pra você que já se decepcionou com um vinho que avinagrou, saiba que você nunca mais vai passar por isso! Confira as nossas dicas e nunca mais corra o risco de estragar um vinho precioso.

    • Deixe o vinho no escuro: Já percebeu que todos os vinhos são comercializados em embalagens escuras? Isso acontece porque o vidro escuro protege o vinho dos efeitos negativos da luz. Então, para conservá-los por mais tempo, é importante mantê-los em lugares escuros.
    • Guarde as garrafas na horizontal: É estranho, mas muito importante para preservar o poder de vedação da rolha e, consequentemente, as características do vinho.
    • Fuja de odores: Não é legal abrir um vinho e sentir um cheiro de cebola ou alho, não é mesmo? E isso pode acontecer, já que os odores podem passar pela rolha. Então, a dica é sempre manter o vinho longe de coisas com odores fortes.

     

    Essas são algumas dicas da Wine Brasil para preservar seu vinho.

    Então, o que acharam dessas nossas dicas? Deixem seus comentários!

  • 07 vinhos ideais para presentear o seu pai!

     

    O Dia dos Pais é uma data especial, não é mesmo? Mas, muitas vezes os filhos não sabem como presentear os pais nessa data. Por isso, para resolver esse empecilho, nossa dica é presenteá-lo com um bom vinho. Confira:

    1- SASSICAIA BOLGHERI DOC 2011

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    Um supertoscano muito elegante e único! Bouquet com notas de frutas vermelhas, especiarias e defumado. Um vinho suculento, aveludado e com final marcante que vale cada gota. Perfeito para celebrar grandes momentos!

    2- GUIDALBERTO IGT 2013

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    Elegância é a palavra chave para este que é um dos grandes Supertoscanos. Elaborado pelas mãos de um dos nomes mais fortes da Itália, Sebastiano Rosa, esse tinto impressiona pela sua delicadeza e equilíbrio.

    3- LE DIFESE IGT 2013

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    Bebê da familia Sassicaia, este tinto é encantador. Encorpado, com taninos e acidez marcantes. Elegante e com final rico. Vale a pena aguardar sua evolução, que como todo bom Supertoscano, promete.

    4- TIGNANELLO 2013

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    Tignanello é um Supertoscano que mantém a identidade e personalidade do território.

    5- GUADO AL TASSO 2012

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    Guado al Tasso é um vinho robusto, com caráter mineral marcante e elegância inigualável.

    6- ALMAVIVA 2014

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    Paladar de bom corpo, sem exageros, com boa profundidade, macio, com taninos doces, finos e prontos. Um vinho refinado e equilibrado (como todo Almaviva).

    7- DON MELCHOR 2012

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    Um vinho muito completo e elegante, com notas de grafite e fruta preta. Balanceado na boca, com final longo e cor intensa.

    Gostou das nossas sugestões?
    Então aproveite AGORA e deixe o almoço do Dia dos Pais completo!

  • 5 filmes do Netflix para assistir com um bom vinho!

    O catálogo da Netflix é atualizado quase que diariamente e possui filmes de todos os tipos e para todos os gostos!

    Nós, da WineBrasil fizemos uma seleção de filmes para você assistir e tomar um delicioso vinho.

    Aproveite!

     

    1 - Decanted.

    Dirigido por Nick Kovacic, este documentário retrata a região rica em vinhedos de Napa Valley, na Califónia.

    2 - Sour Grapes

    Sour Grapes conta a história do maior falsificador de vinhos da história, Rudy Kurniawan, que faturou cerca de U$35M.

    3 - Somm

    Este documentário mostra quatro sommeliers que se arriscam a fazer um curso extremamente difícil para ganhar o título de Mestre em vinhos.

    4 - Somm: Dentro da garrafa

    Vinicultores e sommeliers mergulham nos mistérios do vinho que vão desde a sua história até a fabricação e comercialização.

    5 - O sabor do amor

    Este filme mostra a história de Wendy, que herda o Chateau Meroux, uma vinícola localizada no Norte da Califórnia. Para assumir a herança, ela tem que deixar São Francisco.

    Gostou das dicas ou tem mais dicas de filmes?

    Deixe nos comentários!

  • Curiosidades sobre azeite

    É comum as pessoas consumirem azeite no dia a dia, mas muita gente não sabe os benefícios e a maneira que eles são produzidos.

    Somente o azeite obtido por processos mecânicos contém substâncias antioxidantes e o seu consumo é tão importante quanto o vinho para a boa saúde. Na região do mar mediterrânico, muitas pessoas ultrapassam os 90 anos com uma vida normal e independente. Na maior parte da sua vida, o vinho e o azeite puro fizeram parte da sua alimentação diária.

    O azeite está pronto dentro da azeitona. Para extraí-lo são necessários apenas os seguintes processos mecânicos: colher a azeitona, lavar, moer, bater (separar os sólidos dos líquidos), centrifugar (separar a água do azeite) e filtrar. As prensas não são mais usadas, pois não atendem as normas de higiene atuais.

    Para produzir 1 litro de azeite, apenas por processos mecânicos, são necessários 6 Kg de azeitona. Para efeito de comparação, geralmente basta 1kg de uva para fazer uma garrafa de vinho de 750 ml.

    A oliveira e a vinha são plantadas nas mesmas regiões, ou seja, se adaptam aos mesmos solos e climas. As vinhas geralmente tem produções economicamente rentáveis entre os 3 e 30 anos, os olivais entre os 8 e 90 anos.

    O mercado atual de azeite é igual ao mercado do vinho há 30 anos atrás. Este mercado é dominado pelos comerciantes e não pelos produtores de azeite. Muitos comerciantes não têm sequer uma oliveira ou um lagar. Apenas compram e misturam diferentes lotes de azeite para comercializá-los.

    No entanto, existe uma tendência para os produtores de vinho lançarem também as suas marcas de azeite. Adega de Borba, Cortes de Cima, Fundação Eugénio de Almeida, Mouchão, Quinta da Alorna, Quinta do Noval, Quinta do Passadouro e Pintas & Guru já tem os seus azeites comercializados no Brasil.

    Infelizmente, o azeite “aceita” muito mais intervenções químicas do que o vinho. Com a utilização de aditivos químicos é possível extrair óleo do bagaço da azeitona, baixar a acidez de um azeite ou modificar seu aroma.

    O controle de qualidade do azeite na Europa é menos exigente do que o do vinho. Além disso, atualmente as leis brasileiras não permitem que se importe vinho e se engarrafe no Brasil, mas autorizam a importação de azeite em bombonas e o seu engarrafamento no Brasil.

     

    O azeite é classificado em 3 categorias:

    • azeite de oliva extra virgem - Obtido apenas por processos mecânicos e com acidez até 0,8%. Na Europa é o mais utilizado para temperar saladas e pratos na mesa. Este azeite é muito benéfico para a saúde.
    • azeite de oliva virgem - Também é obtido apenas por processos mecânicos, mas tem uma acidez mais alta, entre 0,8% e 2,0%. Na Europa é o preferido dos chefs e das donas de casa para elaborarem os seus pratos na cozinha. Os aromas e o paladar dos Azeites de Oliva Virgem são mais acentuados que os dos Azeites de Oliva Extra Virgem. Este azeite é muito benéfico para a saúde.
    • azeite de oliva - São azeites refinados. Na sua produção são utilizados processos e aditivos químicos. Este azeite é pouco benéfico para a saúde. Se o consumidor quiser economizar, sugerimos comprar óleo de milho ou de soja que são muito mais baratos que os azeites refinados.

    Teste doméstico para verificar a pureza do azeite?- Se deixar uma garrafa por 48 horas de óleo de milho, óleo de soja ou azeite refinado na porta da geladeira, ele continuará líquido. Se colocar uma garrafa de azeite puro obtido apenas por processos mecânicos (azeite de oliva virgem ou azeite de oliva extra virgem) na porta da geladeira, ele se tornará esbranquiçado e gelatinoso, ou seja, ele “talha”. Se uma parte do conteúdo da garrafa ficar gelatinosa e outra líquida, trata-se de um azeite com mistura de óleos ou azeite refinado.

    Não é necessário aumentar os seus investimentos em azeite. Reduza a metade o seu consumo atual de azeite, mas utilize somente azeite puro, obtido apenas por processos mecânicos e de procedência confiável e segura. Dê preferência aos azeites sem intermediários, ou seja, aos azeites feitos e comercializados diretamente pelos próprios produtores. Muitos produtores de azeite são produtores de vinho. Compre marcas de azeite que também sejam marcas de vinho.

    Fonte: Alentejana

     

  • O vinho e a África do Sul

    Por Elaine Gomes Sommelière

    A África do Sul, conhecida internacionalmente por suas riquezas, pela beleza de sua geografia e por seus problemas políticos-raciais, é mais uma integrante dos surpreendentes países produtores de vinhos do Novo Mundo que tanto sucesso vem fazendo nos últimos anos.

    Com o fim da política do “apartheid”, os vinhos da África do Sul passaram a ter aceitação internacional e puderam demonstrar sua alta qualidade e excelente relação custo/benefício. Produzidos com as varietais clássicas e com a interessante Pinotage, uva típica do país, estes vinhos têm surpreendido a todos aqueles que sequer imaginavam que a África do Sul tivesse uma indústria vinícola bem estruturada e desenvolvida.

    História

    O início da produção vinícola da África do Sul se dá com a chegada dos colonizadores holandeses no séc. 17, com a Companhia Holandesa das Índias Orientais. Nesta ocasião, o governador da província permitiu o plantio de uvas que eram procedentes da França. O Cabo da Boa Esperança estava distante das outras regiões importantes, portanto, deveria ter vinho em quantidade suficiente para consumo próprio e para abastecer os navios que ali passavam no caminho às Índias.

    O primeiro vinho da região data de 1659, tornando assim a África do Sul a mais antiga região produtora do chamado novo mundo. Na região da Cidade do Cabo era muito conhecido um vinho fino e doce, o Constantia, baseado em uvas Moscatel, comparado ao Tokay e produzido nas terras do governador. Mesmo com as condições favoráveis existentes na região para o cultivo de uvas, não ocorreu o sucesso esperado, tal como a Austrália e a Califórnia. Isto se explica pelo fato de que durante a Revolução Francesa, a Cidade do Cabo passou para o domínio britânico, havendo corte no suprimento de uvas francesas e toda a produção de vinho era exportada à Inglaterra para consumo interno.

    Em 1859, a exportação era de cerca de 45.000 hectolitros, porém com as mudanças na política britânica em 1865 a exportação chegou apenas à 4.200 hectolitros. A produção não era controlada e o número de produtores aumentou devido à chegada de imigrantes atraídos pelo ouro e diamantes que foram descobertos na região, porém a prosperidade ocasionou conflitos e a venda dos vinhos, assim como a qualidade diminuíram. Em 1905, o governo encorajou os produtores a formar uma cooperativa e em 1918 foi fundada a Kooperatiwe Wijinbouwers Vereniging, dando início a uma nova era para os vinhos da África do Sul.

    Até 1992 a KWV controlou as cotas de plantio como um pré-requisito para uma boa produção. A África do Sul entrou no rol dos produtores de vinhos finos do Novo Mundo na década de 1970, depois da Austrália e Califórnia. O cultivo de uvas nobres como Cabernet Sauvignon e Pinotage, sem a presença de plantio como um pré-requisito para uma boa produção. A África do Sul entrou no rol dos produtores de vinhos finos do Novo Mundo na década de 1970, depois da Austrália e Califórnia. O cultivo de uvas nobres como Cabernet Sauvignon e Pinotage, sem a presença de pragas e com amadurecimento na madeira dão condições à região de produzir vinho de grande qualidade.

     

    Principais Uvas da África do Sul

    TINTAS:

    PINOTAGE

    CABERNET SAUVIGNON

    MERLOT

    SHIRAZ

    BRANCAS:

    CHARDONNAY

    CHENIN BLANC

    SAUVIGNON BLANC

    RIESLING RENANA

    SEMILLON

     

    PRINCIPAIS REGIÕES VINICOLAS DA ÁFRICA DO SUL

    CONSTANCIA

    DURBANVILLE

    KLEIN KAROO

    OLIFANTS RIVER

    OVERBERG

    PAARL

    PIQUETBERG

    ROBERTSON

    STELLENBOSCH

    SWARTLAND

    TULBAGH

  • Casamento: Vinho & Comida

    Por Elaine Gomes Sommelière

    As 10 regras seguintes podem ser utilizadas como um guia, uma série de conselhos baseados em princípios reais, com importantes exceções para cada regra proposta.

    1º: Nenhum grande vinho licoroso deve ser servido com carnes vermelhas ou caças. Uma das regras, talvez mais observada e aceita por todos. Lembra-se de um grandioso jantar em 1926 no Castelo do Ch. D’Yquem com pratos diferentes: 1914 com lagostas, 1921 com asas de pato assadas com calda de laranja e um excepcional 1869 com filé de boi frio com calda trufada, patê de foie-gras e vinho tinto.

    2º: Nenhum grande vinho tinto pode ser servido com peixe, crustáceo e molusco. Se é verdade que o problema não está quando o peixe é servido com uma calda de vinho tinto, entretanto, verdadeiro está em quem afirma que pode-se muito bem gostar de um linguado com vinho tinto da região de Graves ou um bacalhau fresco assado com um Volnay.

    3º: Os vinhos brancos devem ser servidos antes dos vinhos tintos. Essa regra também é pontualmente desmentida se lembrarmos do jantar no Ch. D’Y quem, Sauternes servido com foie-gras; do moscato e espumantes doces casados maravilhosamente com “panetone” ou sobremesas de massas levedadas, ou ainda ao “Passito” servidos com “panfortes” ou “cantucci”.

    4º: Os vinhos ligeiros devem ser servidos antes dos vinhos robustos. Será oportuno observar esta regra para evitar que seja um problema o casamento de um vinho com um queijo fino e delicado servido ao fim da refeição, talvez depois um grande prato de carne vermelha ou de caça.

    5º: Os vinhos gelados devem ser servidos antes dos vinhos a temperatura ambiente. Exceção feita para Moscato, os espumantes doces e os vinhos licorosos no final da refeição.

    6º: Os vinhos devem ser servidos, segundo uma graduação alcoólica crescente. Muito difícil. Lembre-se da 4º regra.

    7º: Casar cada prato o seu vinho. Óbvio, mas muitas vezes muito difícil. Se tivermos poucos vinhos, servir poucos pratos.

    8º: Servir o vinho no ponto melhor de sua vida, no seu apogeu.

    9º: Separar cada vinho com um gole de água. Regra muito simples mas, infelizmente, quase não observada.

    10º: Nunca servir só um grande vinho durante uma refeição. Lembre-se da 7º regra, cada prato com um vinho. Conselho este, para não reduzir o grande prazer da gastronomia.

    Obviamente, como já dissemos, estas não são regras absolutas, também porque seria absolutamente arbitrário afirmar que existem regras.

    O que levamos em conta é o gosto pessoal, pois não existe o melhor casamento para seu paladar. Todavia são eliminadas algumas possibilidades de casamento. Geralmente, não se deve servir vinhos com receitas com forte sabor ácido, como saladas temperadas com bastante vinagre ou limão, picles em conserva; alcachofras cruas, frutas cítricas e uvas, figos frescos, sorvete e salada de frutas temperadas com destilados ou licores dão um gosto forte.

     

    Sensações Gustativas dos Alimentos

    • Sapidez: Determinada pelos próprios sais do alimento (embutidos, carne seca, queijos, etc); pelos eventuais sais de conservação (anchovas, bacalhau, etc.); pelo sal de cozinha (cloreto de sódio) adicionado durante o cozimento.
    • Tendência Amarga: o amargo é quase sempre uma sensação desagradável; a tendência amarga, ao contrário, é uma sensação agradável que encontramos em algumas hortaliças (alcachofras, radicchio, jiló etc.), no fígado, no chocolate amargo e nas preparações muito ricas em ervas aromáticas e em especiarias.
    • Tendência Ácida: diferente da acidez verdadeira, a encontramos em algumas hortaliças em conserva e nas receitas preparadas com suco de limão, vinagre e aceto balsâmico.
    • Tendência Doce: agradável sensação gustativa que não deve ser confundida com a doçura. Têm tendência doce algumas hortaliças (batatas, cenouras, abóboras, etc.), alguns legumes (ervilhas, feijões, lentilhas, etc.), os cereais e os derivados (arroz, farinhas de trigo, massa, etc.), alguns crustáceos (lagostas, camarões, etc.), as carnes vermelhas mal passadas. A parte gordurosa das carnes e muitos queijos ricos em gordura e pouco curados, têm abundante tendência doce.
    • Doçura: sensação fundamental e muito agradável que nos acompanha desde a infância; encontra-se nas frutas maduras e nos alimentos ricos em açucares (sobremesas, sorvetes, balas, etc.).
    • Especiarias: sensações facilmente reconhecíveis enquanto provocadas pelo uso de especiarias que tem características originais e marcantes (cravos, canela, baunilha, curry, pimenta do reino, noz moscada, açafrão, etc.). Sensação presente em sopas e primeiros pratos, carnes, embutidos, queijos, sobremesas, biscoitos, sorvetes.
    • Aromaticidade: ligada ao uso de ervas aromáticas (orégano, manjericão, salsinha, sálvia, alecrim, louro, cebolinha, hortelã, etc.) cruas ou cozidas.
    • Untosidade: sensação tátil dos condimentos adicionados durante o cozimento (manteiga, azeite, óleos vegetais, etc.). Em igual quantidade, os óleos de sementes são mais fluidos que os de oliva, e, por isso, a sensação de untuosidade é maior com os segundos.
    • Gordura: sensação tátil dos alimentos que contém gordura própria (embutidos, queijos, carnes, etc.). A gordura sólida tem agradável sensação de tendência doce; a manteiga tem sensação de gordura quando sólida, e, derretendo, tem maiores sensações de untuosidade.
    • Suculência: sensação tátil devida à presença de líquidos na boca. A suculência pode ser típica do alimento (carne mal passada, fruta, hortaliças, etc.); provocada pelos líquidos de cozimento (caldas, vinhos, molho de tomate, etc.) ou pela salivação durante a mastigação.

     

     

     

  • Tipos de rolhas de vinho e os seus porquês

    Por Elaine Gomes Sommelière

    Um assunto polêmico e por vezes pouco compreendido: os tipos de rolha e por que existem tantos?

    Nestes anos trabalhando em lojas de vinhos, me deparo com muitos clientes que discutem sobre as rolhas e às vezes até duvidam da qualidade de rótulos dependendo do tipo de rolha que se apresentam.

    A verdade é que nenhuma rolha pode trazer desvantagens ao consumidor.

    A seguir, vou falar sobre os tipos de rolhas e suas utilidades.

    Cortiça: O tipo de rolha mais conhecido, claro, pois é utilizado desde o Império Romano para vedar o vinho.

    A cortiça é a casca do sobreiro (Quercus suber L), uma matéria-prima natural, com propriedades únicas que lhe conferem um caráter inigualável. É leve, impermeável a líquidos e a gases, elástica e compressível, isolante térmico e acústico, tem uma combustão lenta e é muito resistente ao atrito. Além disso, é totalmente biodegradável, renovável e reciclável.

    Ela é retirada do tronco do Sobreiro que demora cerca de 25 anos para dar a primeira gama de rolha, porém esta primeira “safra” não é tão densa para se tornar rolha, é retirada e utilizada para outros fins, daí então nove anos depois pode ser utilizada para rolha sem danificar a árvore. As maiores áreas de floresta de sobro (montado) existem em países do Mediterrâneo Ocidental: Portugal, Espanha, Itália, França, Marrocos, Tunísia e Argélia.

    O motivo de busca de novas maneiras de tapar as garrafas primeiramente é pelo preço, por ser demorado todo o processo de obtenção da rolha, se tornou um produto caro que às vezes tem o custo maior que a própria garrafa para o produtor e outro motivo é o TCA (tricloroanisol), um fungo que ocorre na rolha e provoca aromas desagradáveis de mofo. Vinhos atacados pelo TCA são chamados popularmente de "bouchonné" (em francês), "corked" (inglês), "con corcho" (espanhol), ou simplesmente "com rolha", em Portugal. No Brasil, a expressão mais usada é a francesa: "está bouchonné" (lê-se "buxonê").

    Hoje, de 2% a 5% dos vinhos vedados com rolhas de cortiça sofrem problemas causados pelo TCA.

     
    Os tipos de rolha de cortiça
    Rolha maciça - Feita de cortiça maciça, é a de melhor qualidade.

    Rolha de aglomerado de cortiça - Feita de cortiça moída da sobra das rolhas maciças e cola. Sua elasticidade e durabilidade são menores que a de uma maciça e tem menor custo.

    Rolha de champagne - É feita em duas partes e em forma de cogumelo. A parte de cima, a cabeça do cogumelo, é feita de aglomerado bastante rígido, sem elasticidade, para que se possa segurar e sacar a rolha com as mãos ou um alicate apropriado. A parte de baixo, que fica dentro do gargalo da garrafa, é de rolha maciça e elástica, para vedar a garrafa e proteger o líquido.

     
    Vedantes alternativos
    Rolha sintética - Estas oferecem vantagens e desvantagens em relação às de cortiça. Elas são mais baratas, permitem que o vinho seja guardado em pé, podem ser coloridas e, o principal, não transmitem o TCA. Como desvantagens estão o lado estético (para os tradicionalistas) e o fato de sua durabilidade não ser comprovada. Normalmente, usa-se este tipo em fermentados de menor preço e com uma expectativa de vida de menos de cinco anos. Cerca de 20% das garrafas de vinho é vedada com rolhas sintéticas.

    Tampa de Rosca - Conhecida como "screwcap", vem sendo pesquisado para uso em vinhos na Austrália desde os anos 1960 e há tempos é usado com sucesso em vários tipos de bebida (cerveja, sucos, água mineral etc). É uma tampa metálica de rosca coberta internamente por um plástico inerte.Suas vantagens são seu baixo custo e fácil manuseio (dispensa o uso saca rolhas), com elas a garrafa pode ficar de pé, são recicláveis, livres de TCA e funcionam perfeitamente para fermentados jovens. Sua longevidade, contudo, não está comprovada para uso em produtos de guarda, embora já seja bastante aceita sua grande eficiência em vinhos brancos e de consumo jovem em geral. A rosca é adotada por novos produtores a cada ano e é a grande tendência deste mercado. Atualmente, cerca de 15% de todas as garrafas comercializadas no mundo possuem tampa de rosca.

    Hoje, os produtores dão preferência para vedar os vinhos de guarda com a rolha de cortiça por ser a melhor opção para a evolução do vinho.

    De qualquer forma, as rolhas alternativas e a tampa de rosca não interferem na qualidade dos vinhos jovens sendo opções sustentáveis e que contribuem para um vinho com preço justo.

     

  • Os estilos de vinhos tintos

    Por Elaine Gomes – Sommelière. 

    Estes vinhos são aqueles cujo processo de elaboração é mais curto, sem longos macerações com a pele e com pouco ou nenhum envelhecimento em carvalho, já que o objetivo é produzir vinhos fáceis de tomar, sem grande concentração de extratos e taninos. São vinhos feitos para o consumo ainda jovem, quando preservam suas características de fruta e frescor.

    Os aromas diretos e acessíveis destes vinhos, sobretudo de frutas vermelhas torna-os acompanhamento ideal de pratos mais cotidianos, cuja elaboração seja mais simples e não envolva um preparo complexo. São adequados para refeições descontraídas ao meio dia, nas quais se busca simplesmente matar a fome com o acompanhamento de um bom vinho, sem fazer grandes análises ou reflexões acerca do que se está tomando.

    São companheiros ideais de pratos típicos da cozinha italiana, como pizzas, massas ao molho de tomate como sugo ou bolonhesa, e tradicionais bruschetas al pomodoro. Neste caso, o contraste entre doçura e acidez do tomate desempenha um papel fundamental com este tipo de vinho.

    Podem também ser companheiros de uma série de tapas espanholas como pão com tomate, gambas al ajillo (camarões salteados inteiros com alho e azeite) ou um bom jamón serrano (presunto cru espanhol com leve sabor adocicado). Além disso, podem ser provados com peixes como robalo, ou mais gordurosos como atum e salmão. Os taninos bem suaves destes vinhos não provocam reações desagradáveis no paladar, como o gosto metálico, o que aconteceria com a maioria dos tintos.

    Normalmente, são servidos mais frescos que os demais tintos, o que reforça seu caráter frutado, além de suavizar a percepção do álcool no caso dos vinhos mais alcoólicos, como alguns jovens argentinos e chilenos.

    • Vinhos típicos deste estilo: feitos da uva Gamay, como a Beaujolais francês, feitas à base de Corvina como Valpolicella e Bardolino italianos, além dos tintos de Dolcetto e Barbera do noroeste da Itália, Chiantis mais simples e alguns Pinot Noirs do Novo Mundo. Muitos vinhos de preço mais acessível tanto na Europa como no hemisfério sul tendem a se enquadrar neste perfil.
    • Aromas comumente encontrados: Frutas vermelhas como morango, cereja, framboesa e groselha. Especialistas como anis e noz moscada.
    • Harmonização: massas com molho à base de tomates, pizzas, salame italiano, brusqueta, tapas espanholas, paella, cuscuz paulista, carne seca na moranga, queijo brie e gouda.
  • O que determina o valor do vinho?

    Por Elaine Gomes – Sommelière. 

    Quando se fala de valor do vinho, logo pensamos no preço, certo? E, se for caro então, já o relacionamos a um vinho de qualidade que podemos comprar sem medo. Mas, nem sempre é assim, existem muitos vinhos com preços interessantes que surpreendem.

    De qualquer forma, quase todo mundo questiona o porquê de alguns vinhos custarem tanto? Bom, muitas coisas estão relacionadas ao preço, uma delas são as pequenas produções e em pequenas propriedades onde tudo é minuciosamente acompanhado dia e noite pelos produtores, equipe e enólogos, desde o momento do plantio até o vinho na garrafa. Tudo manuseado de forma artesanal, algo muito parecido com a alta costura na moda. Desta forma, o preço final é ligado ao volume produzido e ao custo de todo este trabalho.

    Nas produções em alta escala têm custos baixos devido ao grande volume que produzem e o valor unitário fica bem menor. Já nos de pequenas produções, os de boutique, resultam num preço final maior já que precisa de muito mais mão de obra humana e tempo de trabalho para produção que envolve também os tratos com os vinhedos, as colheitas e todos os processos de vinificação e engarrafamento. Aliás, é um trabalho cada vez mais caro e raro no mundo.

    As grandes vinícolas já possuem vários de seus processos mecanizados. Nas mais modernas, a arquitetura é planejada para a produção em gravidade, que evita o manejo da uva e do vinho durante todo o processo e os custos elevados da mão de obra.

    A matéria prima é determinante para a qualidade do produto. Quanto melhor e mais rara, mais cara, gerando um produto de alto valor. Assim é com a uva também. Muitas vezes é a variedade de uva que é rara, aquela plantada em poucos lugares, as vezes numa única região. Sobrevive justamente por força da sua raridade e de uma personalidade única que dá aos vinhos.

    Envolvidos na produção final há ainda a compra de garrafas, rolhas, rótulos, cápsulas e embalagens. O produtor que trabalhou em excelência desde o vinhedo até o vinho, também vai se dedicar à apresentação e embalagem. Da mesma forma que a matéria prima, o material de melhor qualidade custa mais. No caso das rolhas, as mais longas e de cortiça maciça chegam a custar em torno de US$ 2.00, por uma única rolha. Caro, mas é a garantia de que o vinho pelo qual você pagou um valor alto vai evoluir tranquilamente e bem em sua adega.

    Vimos até agora o lado de produção e custos, mas também tem o lado de tornar o produto um desejo que então determinará o valor real do vinho. Precisa ser apresentado aos críticos, ser avaliado e entre todo este processo o preço aumenta ainda mais o tornando ainda mais um sonho de consumo.

    E, finalmente, para chegar em nossas mãos há também os impostos e o lado a julgar do valor de um vinho. Cada um tem um limite do quanto está disposto a pagar por uma garrafa de vinho. Mas, com certeza, todos têm em comum o lado de desejar provar, ao menos uma vez, o que faz destes vinhos um sonho de consumo.

    Aproveite muito mais seus vinhos acompanhando nossas dicas!

  • Como identificar os aromas no vinho

    Por: Elaine Gomes – Sommelière

    Sentir o aroma de um vinho é uma experiência íntima com sua memória olfativa e o vinho.  Cada um tem a sua e bem diferente uma da outra, por isso, não se intimide quando alguém identificar um aroma e você sentir outro no mesmo vinho, é tudo questão de treino.

    Uma dica legal é quando for ao supermercado pegar as frutas, folhas, temperos e sentir seus cheiros e quando for ao parque prestar atenção nos cheiros da terra, árvores, flores. Isso além de te fazer acostumar com os aromas, trará um bom momento de relaxamento.

    Os aromas vêm das características da própria uva (aromas primários) que podem lembrar frutas frescas e maduras, flores, vegetais e minerais, da fermentação e vinificação (aromas secundários) que são aromas de madeira, leveduras e dos aromas que se formam depois do vinho engarrafado, armazenado e/ou envelhecido(aromas terciários) que lembram tabaco, avelãs, baunilha couro, tudo depende do tipo de vinho e da uva.

    Abaixo alguns exemplos de aromas geralmente encontrados em uvas específicas:

    Em vinhos brancos:

    Chardonnay – sem madeira é mais mineral, frutos brancos como pera,  melão branco, cítrico e frutas tropicais como o abacaxi, mamão, goiaba e banana. Depois de estágio em barrica, doce de pêssego, manteiga, torrada, brioche, avelã e evoluído perfumes de acácia.

    Sauvignon blanc – frutas frescas, cítricas, pêssego, manjericão, tomilho, pimentão verde, eucalipto, hortelã, maracujá, pedra de isqueiro (fumé) e xixi de gato no Loire.  Toques agradáveis herbáceos e vegetais (grama), dependendo do vinicultor.

    Em vinhos tintos:

    Cabernet Sauvignon – frutas vermelhas e especiarias como baunilha, alcaçuz; pimentão em conversa. Evoluído passa para as trufas negras, frutas vermelhas em compota, café, chocolate geléia e tabaco.

    Merlot – frutas vermelhas escuras (amoras e ameixas pretas), chocolate se passar por madeira.

    O envelhecimento em barricas de carvalho também agregam aromas ao vinho. São eles:

    Barrica Européia (francesa) – coco, nozes, cravo, pimenta preta.

    Barrica Americana – baunilha, noz-moscada, castanha, coco, cedro, frutas secas.

    Aproveite mais seus vinhos acompanhando as nossas dicas.

  • Pinot Noir com Queijos

    Por  David Alves

    Pinot Noir, a uva tinta que ficou famosa por seus grandes vinhos na região da Borgonha como Romanée-Conti e tantos outros grands crus. Os vinhos elaborados com essa uva são sempre elegantes, com aromas maravilhosos e sutis, são vinhos de corpo leve e com uma acidez marcante variando da região de onde é produzido. Um princípio de harmonização é buscar queijos leves para vinhos leves e queijos fortes para vinhos encorpados. No caso da Pinot Noir, precisamos buscar queijos de sabores leves e elegantes sem deixar de ter grande personalidade assim como a Pinot Noir.

    O queijo considerado perfeito para harmonizar PinotNoir é o também famoso Queijo Brie. O Queijo Brie é um dos mais conhecidos queijos da França e já foi eleito o Rei dos Queijos com o seu melhor exemplar “Brie de Meaux”. Os queijos de casca branca são cremosos e de sabor leve e amanteigado. O mofo branco que é encontrado no Queijo Brie é o chamado Penicillium Candidum Promove. A maturação do queijo é de fora para dentro, que faz com que ele seja macio e pastoso. Outro queijo que é perfeito para harmonizar com a PinotNoir é o Cammenbert que também é de casca branca, mas diferente do Brie o Camenbert ele é feito em formas menores, fazendo com que seu sabor fique mais acentuado.

    Não gosta de queijos de casca branca? Experimente aquecê-lo, passar geleia de framboesa, amora ou a sua preferida.  Outra sugestão é aquecer com mel e polvilhar com amêndoas laminadas.  Fica sensacional!

    Queijos em geral harmonizam melhor com vinhos brancos. A Pinot Noir é uma grande exceção para quem não abre mão de vinho tinto para harmonizar com queijos. Caso não queira os queijos de mofo branco, escolha queijos mais leves e nunca os queijos duros. Uma grande dica para vinhos com pinotnoir do novos mundo são os Pinot noir do Oregon e de regiões do Chile como Valle de Leyda como Grey Pinot Noir dentre outros.

  • Velho Mundo ou Novo Mundo: Como Escolher?

    Se na hora de realizar sua seleção de vinhos surgem dúvidas como: Qual o melhor país produtor? França, Chile, Argentina, Itália, ou…? Não se preocupe, porque preparei algumas explicações interessantes para te ajudar.

    Primeiramente vamos falar sobre a diferenças entre o que chamamos de Velho Mundo e Novo Mundo.

    Estes termos designam regiões produtores que, basicamente, possuem “ou não” tradição vinícola. Portanto entenda-se como Velho Mundo: França, Itália, Portugal, Espanha e alguns outros países europeus que possuem uma história de séculos em relação ao vinho e, sua cultura se mistura a ele, sendo de fundamental importância econômica para muitos. Encontramos vinhedos centenários, técnicas de viticultura passadas de pais para filhos, geração após geração de um negócio, ou melhor, de uma paixão que se torna parte genética de cada novo “ser” destes clãs.

    As regras criadas para proteger e legitimar a produção vinícola na Europa, tais como: as AOC1 na França, as DOCG2, DOC3 e IGT4 na Itália, para citar as mais conhecidas, ditaram padrões que devem ser seguidos por todos os produtores que possuem vinhos com estas certificações. Eles são cobrados quanto a rendimento por hectare, uvas permitidas, substâncias químicas utilizadas ou não, padrões de processos...Por isso, alguns vinicultores buscando mais liberdade de produção, acharam uma alternativa nas chamadas terras do Novo Mundo, que cada dia mais ganham fama por seus vinhos.

    1.Apellation de Origine Controllè
    2.Denomination De Origine Controllata e Garantita
    3.Denomination De Origine Controllata
    4.Indicazione Geografica Tipica

    Alguns países do Novo Mundo, como: Argentina, Chile, Estados Unidos, Brasil, possuem um interesse recente pelo vinho e pela vinicultura. Os profissionais que hoje comandam a produção nestes países, estudaram muito e grande parte se aperfeiçoou na Europa, aprendendo e praticando a melhor forma de manejo das Vitis Viníferas. A vontade de ousar e produzir vinhos que fujam de um determinado contexto, também ajudou a elevar a qualidade dos vinhos aí produzidos, contando com a associação de grandes nomes – Cheval Blanc, Mumm, Baron Philippe de Rothschild – a produtores locais e desenvolvendo um intercambio de conhecimentos.

    Já devidamente conceituados, voltemos à hora da escolha. Se você iniciou agora no apaixonante mundo dos vinhos, prefira os originários do Novo Mundo que são, em sua maioria, mais fáceis, frutados, de bom equilíbrio, possíveis de serem entendidos mais tranquilamente. Outra vantagem é o preço, que realmente é imbatível, pois dificilmente você encontrará um vinho europeu com a mesma relação preço x qualidade. Note, com o passar do tempo, o paladar evolui e se torna mais preparado para outras experiências. A partir daí começa a busca por estilos diferentes, o que acontece naturalmente.

    Todo vinho tem seu momento e, como aqui tratamos de gosto pessoal, é impossível dizer que um ou outro estilo é o melhor, pois o “bom” vinho é aquele que te dá prazer e ponto final.

    Texto da Sommeliere Marcia Gombos

    Aproveite nossas dicas e escolha o vinho que mais te agrada, seja do velho ou do novo mundo!

    www.winebrasil.com.br

  • Os melhores vinhos para a Páscoa

    A Páscoa está chegando e, como tradição, o chocolate, bacalhau e outros peixes sempre estão presentes à mesa. No entanto, nada mais especial para momentos em família do que um bom vinho. Para não errar na escolha, convidamos o Sommelier Douglas Marco para sugerir alguns vinhos para o almoço de Páscoa:

    O Bacalhau é um prato muito delicado, por isso os vinhos brancos sempre caem bem, pois são encorpados e possuem boa acidez, porém, se preferir um vinho tinto alguns cuidados precisam ser tomados para não prejudicar a degustação. Caso o seu prato de bacalhau contenha muitos temperos e condimentos fortes, como ervas e pimentões, dê preferência para os vinhos tintos fabricados a partir de uvas Pinot Noir, sendo um vinho que apresenta uma quantidade menor de taninos e, assim, acentuará melhor os sabores presentes. Aqui vai a dica dos vinhos para bacalhau:

    Para outros tipos de peixes, a preocupação com a adequação ainda deve ser mantida, devido a grande diversidade destes animais com escamas, o tipo de vinho influenciará totalmente em sua refeição, então uma escolha errada pode acarretar um conflito gastronômico grave!
    Mas este não é um momento para preocupações, pois vamos listar todos os tipos de vinhos para Páscoa:

    Além dos vinhos para a páscoa, outro convidado que não pode faltar nesta lista são os ovos de chocolate, que além de fazer a alegria da garotada, também arrancam sorrisos dos adultos. Para complementar ainda mais esse delicioso encontro, vamos abrir uma bela garrafa de vinho, o que acha? Se a sua dúvida é qual bebida é a mais indicada, recomendamos os vinhos do porto, que são mais fortificados e fazem uma bela parceria com os irresistíveis chocolates, confira:

    Deixe  sua mesa  completa, com boas opções de vinhos para a Páscoa!
    E Aproveite nossas próximas dicas!
    Até lá!

  • Association de Vignerons de la Côte Vaudoise - Produtores Suíços

    Exportação Suíça Brasil

    Com a Notícia que o Brasil é o primeiro país na América Latina a receber vinho suíço, a Wine Brasil não poderia ficar de fora, então preparamos um pequeno resumo sobre as principais uvas e sobre alguns produtores que despertaram o interesse na importação para América Latina e que os vinhos já são comercializados aqui no Brasil.

    Uvas

    Primeiramente vamos falar sobre as principais uvas cultivadas na Suíça para podermos ter uma ideia mais específica sobre o cultivo de cada produtor em suas propriedades.

    Chasselas

    Chasselas é uma variedade de uva branca, do gênero vitis-vinifera, que produz atualmente um dos melhores vinhos da Suíça, onde é a variedade branca mais plantada o que a torna a principal uva da Suíça.

    uva-chasselas Chasselas

    O Cantão do Vaud é onde se concentra a maior produção, com 3.000 hectares plantados.

    A origem da Chasselas sempre foi muito discutida, mas recentemente se comprovou, através de testes de DNA, que essa uva é nativa da região suíça do lago de Leman, também conhecido como Lago de Genebra, dentro do Cantão de Genebra e do Cantão do Vaud. De onde também vem a origem do nome Fendant que é o chasselas plantado no Valais.

    A variedade Chasselas gera vinhos brancos finos, elegantes, discretos, essencialmente refrescantes e com teor de álcool baixo. Umas das riquezas da Chasselas está nas características que ela transmite aos vinhos do seu terroir. Aliás a Chasselas é uma das uvas que mais expressa as peculiaridades de cada terroir onde é plantada.

    Na Suíça são encontrados diversos clones de Chasselas e cada um representa o terroir onde é cultivado.


    Gamaret

    A Gamaret é uma uva tinta criada por um cruzamento entre Gamay e Reichensteiner. Essa variedade foi criada na Suíça em 1970 pelo laboratório de pesquisa de agricultura de Pully, Vaud, e foi oficializada em 1990. Tem um vigor médio, com boa resistência à deterioração.

    Gamaret Gamaret

    Gamay

    Gamay é uma uva para vinhos tintos que nasceu na França, na região da Bourgogne. O Gamay suíço é particularmente floral, com sabor típico e particular da região Mon-sur-Rolle. Os vinhos são saborosos e leves, os aromas de cereja preta madura e de vegetação rasteira dominam seu bouquet. A cor dos vinhos geralmente é vermelho rubi claro, levemente alaranjado.

    Gamay Gamay

    Produtores e seus Vinhos

    Domaine A Villars - Philibert Frick

    O Domaine A Villars, do nome Villars, é historicamente ligado a vinícola pelos traços da estrada Romana que ainda existe dentro da propriedade. A casa foi construída no século XV e preserva até hoje a artiquitetura original. A Família Frick a adquiriu em 1950 e desde então eles cultivam 10 hectares de Chasselas com grande excelência, chamados de PURA ME MOVENT, que em latim significa “as forças que nos fazem seguir em frente”.

    chasselas-la-cote-de-bougy-villars Vinho Branco La Côte de Bougy-Villars 2015

    Château de Crans - Gilles Pilloud

    O Château de Crans esta localizado numa pequena vila chamada Crans-prés-Celigny, entre Genebra e Lausanne, na costa do lago Leman. Ele foi construído em 1765 e desde então pertence a mesma família. Do Château se tem vista sobre as vinhas, localizadas ao longo do lago Leman, em frente aos Alpes franceses, como o Mont Blanc. O Château possui uma elegante arquitetura ao estilo Louis XV, com jardins clássicos, e é tombado como patrimônio histórico da costa de Cantão do Vaud.

    O Vinho Tinto Galisse é uma combinação de três uvas cultivadas no Chateau de Crans, a Merlot, a Gamaret e a Garanoir (a Garanoir é irmã da Gamaret, ambas uvas originárias de cruzamentos criados na Suíça). Este vinho é refinado e elegante, a assinatura do Chateau de Grans . O vinho tem aroma de frutas vermelhas. É jovem, com uma acidez bem presente. Os taninos são rústicos, agudos e bem volumosos. O amadurecimento em barricas de carvalho lhe dá um leve toque de madeira com notas de cacau .

    galisse Vinho Tinto Galisse

    O Château de Crans também produz um ótimo vinho branco da uva Chasselas o elegante Chasselas de La Côte AOC Nyon.

    chasselas-de-la-cote-nyon-aoc Vinho Branco Chasselas de La Côte Nyon AOC

    Château de Mont - Propriété Naef

    O Château de Mont foi residência de vários barões suíços. No século XV pertenceu ao Duque de Savoia da França. A família Naef adquiriu o Château e suas vinhas centenárias em 1911, dando continuidade a arte da vinificação de vinhos de alta qualidade com seus Chasselas Grand Cru.

    O Gamaret do Chateau de Mont foi envelhecido 12 meses em barris de carvalho. É bem estruturado, com bouquet discreto e notas de caramelo. Na boca é denso e intenso.

    Vinho Tinto Gamaret Mont Sur Rolle Grand Cru Vinho Tinto Gamaret Mont Sur Rolle Grand Cru

    O Chasselas Mont Sur Rolle Grand Cru possui uma cor amarelo intensa com um aroma rico de Banana Madura e paladar suave e cremoso com uma bela acidez bem presente.

    Vinho Branco Chasselas Mont Sur Rolle Grand Cru Vinho Branco Chasselas Mont Sur Rolle Grand Cru

    Cave de La Crausaz - Bettems Frères SA

    A família Bettems está presente na região de Féchy desde o início do século XVII, sendo uma das famílias mais antigas da vila, com 12 gerações. Desde 1927 cinco gerações de Bettems perpetuam a viticultura e os costumes de seus ancestrais. Hoje a vinícols é gerida por Alain Bettems, sua filha Laurie e o filho Valentin, que estão se preparando para dar continuidade aos costumes da viticultura da família.

    O Chasselas de La Côte AOC Féchy é um vinho branco elegante com aroma com notas de árvores frutíferas, de maça verde e folha verde e paladar de laranja com a um amargo agradável e leve.

    Vinho Branco Chasselas de La Côte AOC Féchy Vinho Branco Chasselas de La Côte AOC Féchy

    Domaine de la Maison Blanche - Yves de Mestral

    A família De Mestral tem origem na região do Savoy, na França, mencionados pela primeira vez em 1258. Nesse época, na região Mont- Sur- Rolle, onde está a Casa Branca, Maison Blanche, a propriedade, pertencente ao duque de Savoy, era utilizada como fortaleza. Em 1528 a Maison Blanche foi construída por Jean De Mestral,  que era chefe de exército de serviços sob o comando do rei francês François I. Desde então a Maison Blanche e a vinícola passaram por gerações centenárias, mais nunca deixou de pertencer a família de Mestral até hoje.

    Gamay Mont Sur Rolle é um vinho tinto com aroma intenso que exala a fragrância de alcatrão e de floresta, seu paladar é suave com uma acidez natural podendo sentir fruto seco na boca no final do paladar, com bina muito bem com peixes grelhados e com molhos elaborados, carne vermelha e de aves.

    Gamay Mont Sur Rolle Mason Blanche Vinho Tinto Gamay Mont Sur Rolle Mason Blanche

    Chasselas Mont Sur Rolle Grand Cru é um vinho brranco seco de vinificação tradicional com segunda fermentação maloláctica, exala aromas de frutas e flores brancas, paladar suave e final longo e licoroso.

    Chasselas Mont Sur Rolle Grand Cru Maison Blanche Vinho Branco Chasselas Mont Sur Rolle Grand Cru Maison Blanche

    Blanc de Blancs Mont Sur Rolle Grand Cru Maison Blanche é um espumante de vinificação pelo método tradicional que exala aromas de frutas cristalizadas, citrus e geléia de laranja, ótimo como aperitivo, salmão defumado e frutos do mar.

    Espumante Blanc de Blancs Mont Sur Rolle Grand Cru Maison Blanche Espumante Blanc de Blancs Mont Sur Rolle Grand Cru Maison Blanche

    Les Souches de Bamajo - Bastien Suardet

    A família Suardet cultivava uvas na região de Féchy desde o século XVIII. Em 1921 a família começou a produzir vinhos em plantações onde já era praticada a filosofia da Biodinâmica, criada pelo austríaco Rudolf Steiner, até hoje é praticada por Bastien Suardet. O conhecimento de viticultura tem sido passado de geração a geração, sendo os pioneiros do cultivo biodinâmico na área de Féchy.

    Les Souches de Bamajo - Bastien Suardet

    Chasselas Féchy Grand Cru é um vinho com paladar de frutas brancas bem equilibrado e estruturado.

    Chasselas Féchy Grand Cru Bastien Suardet Chasselas Féchy Grand Cru Bastien Suardet

    A equipe da Wine Brasil espera que tenham gostado da matéria.

    Agradecimentos à Jefferson Mayetta.

  • Novidades da Suíça

    Brasil é o primeiro país na América Latina a receber vinho branco suíço.

    chasselas-suica Vinicola Chateau de Crans, na Suíça, cuja produção de vinho branco é feita a partir da uva Chasselas

    O Brasil será o primeiro país da América Latina a importar o vinho branco suíço, feito a partir da uva Chasselas, exclusivo do país europeu.

    A Suíça tem produção pequena e consumo alto. Por isso, o vinho é pouco exportado. Para efeito de comparação, o país tem 15 mil hectares de vinícolas, ante mais de 1 milhão da Espanha e 800 mil da França. Metade da área do cultivo é voltada para o vinho branco Chasselas.

    Antes do Brasil, alguns poucos exemplares foram distribuídos para Londres, Nova York e Tóquio, onde são comercializados em restaurantes especializados.

    Será o mesmo destino inicial dos produtos enviados para cá. Eles serão degustados primeiro no Rio, na Casa Suíça, na Olimpíada. Depois, em eventos em São Paulo.

    "Não procuramos mercados de massa, até porque a exportação não é suficiente", diz a brasileira Luciana Mota, da Associação de Viticultores da Costa do Lago Leman.

    O vinho Chasselas é mais suave. De acordo com Daniella Romano, que organiza a apresentação no Brasil, ele tem potencial para atrair apreciadores no verão.

    Veja a matéria completa na  Folha de São Paulo

    Fonte de publicação:

    ITALO NOGUEIRA

    Folha de São Paulo

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