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  • O que determina o valor do vinho?

    Por Elaine Gomes – Sommelière. 

    Quando se fala de valor do vinho, logo pensamos no preço, certo? E, se for caro então, já o relacionamos a um vinho de qualidade que podemos comprar sem medo. Mas, nem sempre é assim, existem muitos vinhos com preços interessantes que surpreendem.

    De qualquer forma, quase todo mundo questiona o porquê de alguns vinhos custarem tanto? Bom, muitas coisas estão relacionadas ao preço, uma delas são as pequenas produções e em pequenas propriedades onde tudo é minuciosamente acompanhado dia e noite pelos produtores, equipe e enólogos, desde o momento do plantio até o vinho na garrafa. Tudo manuseado de forma artesanal, algo muito parecido com a alta costura na moda. Desta forma, o preço final é ligado ao volume produzido e ao custo de todo este trabalho.

    Nas produções em alta escala têm custos baixos devido ao grande volume que produzem e o valor unitário fica bem menor. Já nos de pequenas produções, os de boutique, resultam num preço final maior já que precisa de muito mais mão de obra humana e tempo de trabalho para produção que envolve também os tratos com os vinhedos, as colheitas e todos os processos de vinificação e engarrafamento. Aliás, é um trabalho cada vez mais caro e raro no mundo.

    As grandes vinícolas já possuem vários de seus processos mecanizados. Nas mais modernas, a arquitetura é planejada para a produção em gravidade, que evita o manejo da uva e do vinho durante todo o processo e os custos elevados da mão de obra.

    A matéria prima é determinante para a qualidade do produto. Quanto melhor e mais rara, mais cara, gerando um produto de alto valor. Assim é com a uva também. Muitas vezes é a variedade de uva que é rara, aquela plantada em poucos lugares, as vezes numa única região. Sobrevive justamente por força da sua raridade e de uma personalidade única que dá aos vinhos.

    Envolvidos na produção final há ainda a compra de garrafas, rolhas, rótulos, cápsulas e embalagens. O produtor que trabalhou em excelência desde o vinhedo até o vinho, também vai se dedicar à apresentação e embalagem. Da mesma forma que a matéria prima, o material de melhor qualidade custa mais. No caso das rolhas, as mais longas e de cortiça maciça chegam a custar em torno de US$ 2.00, por uma única rolha. Caro, mas é a garantia de que o vinho pelo qual você pagou um valor alto vai evoluir tranquilamente e bem em sua adega.

    Vimos até agora o lado de produção e custos, mas também tem o lado de tornar o produto um desejo que então determinará o valor real do vinho. Precisa ser apresentado aos críticos, ser avaliado e entre todo este processo o preço aumenta ainda mais o tornando ainda mais um sonho de consumo.

    E, finalmente, para chegar em nossas mãos há também os impostos e o lado a julgar do valor de um vinho. Cada um tem um limite do quanto está disposto a pagar por uma garrafa de vinho. Mas, com certeza, todos têm em comum o lado de desejar provar, ao menos uma vez, o que faz destes vinhos um sonho de consumo.

    Aproveite muito mais seus vinhos acompanhando nossas dicas!

  • Como identificar os aromas no vinho

    Por: Elaine Gomes – Sommelière

    Sentir o aroma de um vinho é uma experiência íntima com sua memória olfativa e o vinho.  Cada um tem a sua e bem diferente uma da outra, por isso, não se intimide quando alguém identificar um aroma e você sentir outro no mesmo vinho, é tudo questão de treino.

    Uma dica legal é quando for ao supermercado pegar as frutas, folhas, temperos e sentir seus cheiros e quando for ao parque prestar atenção nos cheiros da terra, árvores, flores. Isso além de te fazer acostumar com os aromas, trará um bom momento de relaxamento.

    Os aromas vêm das características da própria uva (aromas primários) que podem lembrar frutas frescas e maduras, flores, vegetais e minerais, da fermentação e vinificação (aromas secundários) que são aromas de madeira, leveduras e dos aromas que se formam depois do vinho engarrafado, armazenado e/ou envelhecido(aromas terciários) que lembram tabaco, avelãs, baunilha couro, tudo depende do tipo de vinho e da uva.

    Abaixo alguns exemplos de aromas geralmente encontrados em uvas específicas:

    Em vinhos brancos:

    Chardonnay – sem madeira é mais mineral, frutos brancos como pera,  melão branco, cítrico e frutas tropicais como o abacaxi, mamão, goiaba e banana. Depois de estágio em barrica, doce de pêssego, manteiga, torrada, brioche, avelã e evoluído perfumes de acácia.

    Sauvignon blanc – frutas frescas, cítricas, pêssego, manjericão, tomilho, pimentão verde, eucalipto, hortelã, maracujá, pedra de isqueiro (fumé) e xixi de gato no Loire.  Toques agradáveis herbáceos e vegetais (grama), dependendo do vinicultor.

    Em vinhos tintos:

    Cabernet Sauvignon – frutas vermelhas e especiarias como baunilha, alcaçuz; pimentão em conversa. Evoluído passa para as trufas negras, frutas vermelhas em compota, café, chocolate geléia e tabaco.

    Merlot – frutas vermelhas escuras (amoras e ameixas pretas), chocolate se passar por madeira.

    O envelhecimento em barricas de carvalho também agregam aromas ao vinho. São eles:

    Barrica Européia (francesa) – coco, nozes, cravo, pimenta preta.

    Barrica Americana – baunilha, noz-moscada, castanha, coco, cedro, frutas secas.

    Aproveite mais seus vinhos acompanhando as nossas dicas.

  • Pinot Noir com Queijos

    Por  David Alves

    Pinot Noir, a uva tinta que ficou famosa por seus grandes vinhos na região da Borgonha como Romanée-Conti e tantos outros grands crus. Os vinhos elaborados com essa uva são sempre elegantes, com aromas maravilhosos e sutis, são vinhos de corpo leve e com uma acidez marcante variando da região de onde é produzido. Um princípio de harmonização é buscar queijos leves para vinhos leves e queijos fortes para vinhos encorpados. No caso da Pinot Noir, precisamos buscar queijos de sabores leves e elegantes sem deixar de ter grande personalidade assim como a Pinot Noir.

    O queijo considerado perfeito para harmonizar PinotNoir é o também famoso Queijo Brie. O Queijo Brie é um dos mais conhecidos queijos da França e já foi eleito o Rei dos Queijos com o seu melhor exemplar “Brie de Meaux”. Os queijos de casca branca são cremosos e de sabor leve e amanteigado. O mofo branco que é encontrado no Queijo Brie é o chamado Penicillium Candidum Promove. A maturação do queijo é de fora para dentro, que faz com que ele seja macio e pastoso. Outro queijo que é perfeito para harmonizar com a PinotNoir é o Cammenbert que também é de casca branca, mas diferente do Brie o Camenbert ele é feito em formas menores, fazendo com que seu sabor fique mais acentuado.

    Não gosta de queijos de casca branca? Experimente aquecê-lo, passar geleia de framboesa, amora ou a sua preferida.  Outra sugestão é aquecer com mel e polvilhar com amêndoas laminadas.  Fica sensacional!

    Queijos em geral harmonizam melhor com vinhos brancos. A Pinot Noir é uma grande exceção para quem não abre mão de vinho tinto para harmonizar com queijos. Caso não queira os queijos de mofo branco, escolha queijos mais leves e nunca os queijos duros. Uma grande dica para vinhos com pinotnoir do novos mundo são os Pinot noir do Oregon e de regiões do Chile como Valle de Leyda como Grey Pinot Noir dentre outros.

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