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Arquivo mensais:junho 2017

  • Tipos de rolhas de vinho e os seus porquês

    Por Elaine Gomes Sommelière

    Um assunto polêmico e por vezes pouco compreendido: os tipos de rolha e por que existem tantos?

    Nestes anos trabalhando em lojas de vinhos, me deparo com muitos clientes que discutem sobre as rolhas e às vezes até duvidam da qualidade de rótulos dependendo do tipo de rolha que se apresentam.

    A verdade é que nenhuma rolha pode trazer desvantagens ao consumidor.

    A seguir, vou falar sobre os tipos de rolhas e suas utilidades.

    Cortiça: O tipo de rolha mais conhecido, claro, pois é utilizado desde o Império Romano para vedar o vinho.

    A cortiça é a casca do sobreiro (Quercus suber L), uma matéria-prima natural, com propriedades únicas que lhe conferem um caráter inigualável. É leve, impermeável a líquidos e a gases, elástica e compressível, isolante térmico e acústico, tem uma combustão lenta e é muito resistente ao atrito. Além disso, é totalmente biodegradável, renovável e reciclável.

    Ela é retirada do tronco do Sobreiro que demora cerca de 25 anos para dar a primeira gama de rolha, porém esta primeira “safra” não é tão densa para se tornar rolha, é retirada e utilizada para outros fins, daí então nove anos depois pode ser utilizada para rolha sem danificar a árvore. As maiores áreas de floresta de sobro (montado) existem em países do Mediterrâneo Ocidental: Portugal, Espanha, Itália, França, Marrocos, Tunísia e Argélia.

    O motivo de busca de novas maneiras de tapar as garrafas primeiramente é pelo preço, por ser demorado todo o processo de obtenção da rolha, se tornou um produto caro que às vezes tem o custo maior que a própria garrafa para o produtor e outro motivo é o TCA (tricloroanisol), um fungo que ocorre na rolha e provoca aromas desagradáveis de mofo. Vinhos atacados pelo TCA são chamados popularmente de "bouchonné" (em francês), "corked" (inglês), "con corcho" (espanhol), ou simplesmente "com rolha", em Portugal. No Brasil, a expressão mais usada é a francesa: "está bouchonné" (lê-se "buxonê").

    Hoje, de 2% a 5% dos vinhos vedados com rolhas de cortiça sofrem problemas causados pelo TCA.

     
    Os tipos de rolha de cortiça
    Rolha maciça - Feita de cortiça maciça, é a de melhor qualidade.

    Rolha de aglomerado de cortiça - Feita de cortiça moída da sobra das rolhas maciças e cola. Sua elasticidade e durabilidade são menores que a de uma maciça e tem menor custo.

    Rolha de champagne - É feita em duas partes e em forma de cogumelo. A parte de cima, a cabeça do cogumelo, é feita de aglomerado bastante rígido, sem elasticidade, para que se possa segurar e sacar a rolha com as mãos ou um alicate apropriado. A parte de baixo, que fica dentro do gargalo da garrafa, é de rolha maciça e elástica, para vedar a garrafa e proteger o líquido.

     
    Vedantes alternativos
    Rolha sintética - Estas oferecem vantagens e desvantagens em relação às de cortiça. Elas são mais baratas, permitem que o vinho seja guardado em pé, podem ser coloridas e, o principal, não transmitem o TCA. Como desvantagens estão o lado estético (para os tradicionalistas) e o fato de sua durabilidade não ser comprovada. Normalmente, usa-se este tipo em fermentados de menor preço e com uma expectativa de vida de menos de cinco anos. Cerca de 20% das garrafas de vinho é vedada com rolhas sintéticas.

    Tampa de Rosca - Conhecida como "screwcap", vem sendo pesquisado para uso em vinhos na Austrália desde os anos 1960 e há tempos é usado com sucesso em vários tipos de bebida (cerveja, sucos, água mineral etc). É uma tampa metálica de rosca coberta internamente por um plástico inerte.Suas vantagens são seu baixo custo e fácil manuseio (dispensa o uso saca rolhas), com elas a garrafa pode ficar de pé, são recicláveis, livres de TCA e funcionam perfeitamente para fermentados jovens. Sua longevidade, contudo, não está comprovada para uso em produtos de guarda, embora já seja bastante aceita sua grande eficiência em vinhos brancos e de consumo jovem em geral. A rosca é adotada por novos produtores a cada ano e é a grande tendência deste mercado. Atualmente, cerca de 15% de todas as garrafas comercializadas no mundo possuem tampa de rosca.

    Hoje, os produtores dão preferência para vedar os vinhos de guarda com a rolha de cortiça por ser a melhor opção para a evolução do vinho.

    De qualquer forma, as rolhas alternativas e a tampa de rosca não interferem na qualidade dos vinhos jovens sendo opções sustentáveis e que contribuem para um vinho com preço justo.

     

  • Os estilos de vinhos tintos

    Por Elaine Gomes – Sommelière. 

    Estes vinhos são aqueles cujo processo de elaboração é mais curto, sem longos macerações com a pele e com pouco ou nenhum envelhecimento em carvalho, já que o objetivo é produzir vinhos fáceis de tomar, sem grande concentração de extratos e taninos. São vinhos feitos para o consumo ainda jovem, quando preservam suas características de fruta e frescor.

    Os aromas diretos e acessíveis destes vinhos, sobretudo de frutas vermelhas torna-os acompanhamento ideal de pratos mais cotidianos, cuja elaboração seja mais simples e não envolva um preparo complexo. São adequados para refeições descontraídas ao meio dia, nas quais se busca simplesmente matar a fome com o acompanhamento de um bom vinho, sem fazer grandes análises ou reflexões acerca do que se está tomando.

    São companheiros ideais de pratos típicos da cozinha italiana, como pizzas, massas ao molho de tomate como sugo ou bolonhesa, e tradicionais bruschetas al pomodoro. Neste caso, o contraste entre doçura e acidez do tomate desempenha um papel fundamental com este tipo de vinho.

    Podem também ser companheiros de uma série de tapas espanholas como pão com tomate, gambas al ajillo (camarões salteados inteiros com alho e azeite) ou um bom jamón serrano (presunto cru espanhol com leve sabor adocicado). Além disso, podem ser provados com peixes como robalo, ou mais gordurosos como atum e salmão. Os taninos bem suaves destes vinhos não provocam reações desagradáveis no paladar, como o gosto metálico, o que aconteceria com a maioria dos tintos.

    Normalmente, são servidos mais frescos que os demais tintos, o que reforça seu caráter frutado, além de suavizar a percepção do álcool no caso dos vinhos mais alcoólicos, como alguns jovens argentinos e chilenos.

    • Vinhos típicos deste estilo: feitos da uva Gamay, como a Beaujolais francês, feitas à base de Corvina como Valpolicella e Bardolino italianos, além dos tintos de Dolcetto e Barbera do noroeste da Itália, Chiantis mais simples e alguns Pinot Noirs do Novo Mundo. Muitos vinhos de preço mais acessível tanto na Europa como no hemisfério sul tendem a se enquadrar neste perfil.
    • Aromas comumente encontrados: Frutas vermelhas como morango, cereja, framboesa e groselha. Especialistas como anis e noz moscada.
    • Harmonização: massas com molho à base de tomates, pizzas, salame italiano, brusqueta, tapas espanholas, paella, cuscuz paulista, carne seca na moranga, queijo brie e gouda.

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